O Brasil nos surpreende a cada quilômetro rodado

Em agosto, ministrei uma palestra por lá e passei por Cristalina, município de Goiás, que vejo como um agronegócio extraordinário! Lá, há placas que informam: “Cristalina, centro mundial dos cristais”.

No carro, pela estrada, vi terras a serem trabalhadas e transformadas em riquezas. Ao chegar na cidade de Paracatu, vivi um dia inteiro de discussões. Os temas eram sobre ciência, tecnologia e como desenvolver o outro ouro, o ouro do agronegócio em cima da terra.

Mas, o surpreendente é o Brasil. Chegar na cidade e olhar para o lado esquerdo de quem vem de Brasília e ver a maior mina de ouro a céu aberto: Kinross Paracatu. Impressionante nosso país.

A mina de ouro estava com os trabalhos paralisados. O motivo? Falta de água para a extração. O Brasil central está seco, e queimadas ardem ao lado das estradas.

No Seminário das Tendências do Agronegócio, realizado pelo Sebrae-MG  em Paracatu, cooperativas e jovens mostraram suas startups. Alunos de faculdades, produtores e uma produtora rural, convocaram a todos para se reunirem numa cooperativa com um projeto de irrigação.

O Brasil precisa ter muito mais irrigação do que possui, pois significa segurança de produção a partir de um fator incontrolável: as águas. Será também da administração inteligente dessas águas, que teremos alimentos, riquezas, e por ironia, até o ouro de Paracatu. Sem água não terá ouro.

Brasil: terra de riquezas embaixo da terra e de novas riquezas em cima da terra.

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José Luiz Tejon Megido

Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM