Qual o melhor horário para pulverizar fungicidas em soja

O Brasil possui uma larga faixa territorial, posicionada nas regiões tropicais e subtropicais do globo terrestre. Do ponto de vista biológico, não existe outro local no planeta que contemple melhores condições para um ser vivo se abrigar, se alimentar e se reproduzir. Desta forma, os cultivos agrícolas são alvos constantes dos mais intensos ataques bióticos já registrados. Especialmente a cultura da soja, pela sua representatividade espacial e econômica, sofre o impacto negativo da ferrugem asiática que acelera a queda da folha, prejudicando a formação e enchimento dos grãos. Frente a isso, a alternativa é lançar mão das aplicações com fungicidas para evitar o avanço descontrolado dessa enfermidade.

A aplicação por pulverização é um processo complexo e pode ser drasticamente influenciado pelos elementos do clima como temperatura, umidade relativa do ar, velocidade do vento e luminosidade. É notório que essas condições influenciam na qualidade da tecnologia de aplicação, ainda mais com intenso desenvolvimento foliar e fechamento de entrelinha, que consequentemente afetam a eficácia dos fungicidas utilizados pelos produtores.

Sabe-se que durante boa parte do dia, as condições de clima são adversas para a aplicação. Vale ressaltar que, no momento da aplicação a temperatura deve estar abaixo de 30°C, velocidade do vento entre 3km/h a 10km/h e umidade relativa do ar acima de 55% (ANDEF, 2004). Desta forma, é necessário buscar momentos que apresentem estas condições e que favorecerão o aumento da vida da gota na superfície foliar. Assim, a aplicação em períodos noturnos surge como uma estratégia para aplicações em condições de clima mais amenas. Na grande maioria das vezes, a partir do final do dia, os extremos climáticos se atenuam, apresentando condições muito interessantes para que o produtor produza gotas e posicione-as nos tecidos foliares.

Em relação às aplicações noturnas, existe um fenômeno climático que precisa ser levado em consideração. Este fenômeno é a inversão térmica que poderá prejudicar a aplicação. O mesmo ocorre especialmente no final da tarde e início da noite em regiões mais baixas e próximas a matas. (FIGURA 1).Continue lendo

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