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Aberta oficialmente a colheita do trigo no RS

  • 05/10/2015 |
  • Cleuza Noal Brutti
Com a presença do governador José Ivo Sartori, foi aberta oficialmente, em Cruz Alta, a colheita do trigo no Rio Grande do Sul. Projeções da Emater/RS-Ascar, feitas com base na safra de 2014, apontam diminuição (-34%) na produção de 2,2 milhões de toneladas e na área (-19%) plantada com o grão, que este ano chegou a 913 mil hectares. Em Cruz Alta, a área inicialmente prevista para o cultivo de trigo era de 24 mil hectares, mas não passou dos 16 mil hectares, segundo o extensionista da Emater/RS-Ascar, Gustavo Basso. O preço do cereal, conforme a Emater/RS-Ascar, varia de R$ 30,00 a R$ 35,00 a saca de 60 quilos.

Horas antes de o governador chegar ao evento, analistas e produtores reuniram-se no auditório da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL), para discutir alternativas a problemas enfrentados no Estado: clima, pesquisa, logística, abastecimento, carga tributária e mercado. “O mercado brasileiro é pequeno para o produtor de trigo”, disse o analista Marcelo De Baco.

De acordo com Baco, o produtor gaúcho deveria se posicionar em relação ao mercado internacional, de olho, preferencialmente, nos países do entorno do Mar Negro. Contudo, lembrou o analista, o mercado externo é exigente, pois o estoque mundial de trigo, 227 milhões de toneladas, é suficiente para abastecer por três meses o consumo do planeta. Nesse cenário, o Brasil, segundo Baco, deveria ter regularidade na oferta para deixar os compradores internacionais mais tranquilos.

Safra

Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, regiões como Santa Rosa e Ijuí já iniciaram a colheita de trigo de algumas áreas. A qualidade do produto, até o momento, é considerada boa. O percentual atinge 2% do total plantado, havendo ainda 11% maduras e prontas para serem ceifadas, fato que deverá se intensificar nos próximos dias, se o tempo permitir.

Ainda de acordo com o Informativo Conjuntural, a expectativa de produtividade por ora está dentro da esperada, girando em torno dos 2,4 mil kg/ha. Resta saber qual o comportamento dos 60% em fase de formação de grão, áreas mais impactadas com a ocorrência das geadas.

Outro aspecto a considerar nesse período inicial de colheita é a não cotação de preço por parte das cooperativas para a entrega do produto, que aguardam não só pela confirmação da produção, mas em especial pela qualidade do grão colhido.

No momento a procura pelo Proagro é considerada normal face às circunstâncias. Para o trigo são pouco mais de 1,7 mil solicitações de Proagro. ver mais notícias