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Arrozeiros comemoram alta nas exportações no ano comercial

  • 12/01/2016 |
  • Nestor Tipa Júnior

As exportações de arroz no ano comercial, iniciado em março de 2015, já atingiram a marca de 1,19 milhão de toneladas. Faltando ainda dois meses para o encerramento do período 2015/2016, o valor já superou o alcançado no momento anterior de 2014/2015, de 1,07 milhão de toneladas. A projeção é que os embarques totalizem 1,4 milhão de toneladas até fevereiro, chegando ao segundo maior resultado da história, atrás apenas de 2011/2012, quando foram exportadas 1,77 milhão de toneladas do grão.

No mês de dezembro, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o volume de arroz exportado (base casca) foi de 144 mil toneladas. De acordo com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, esta é uma boa notícia em meio a tantas informações negativas causadas pelas chuvas nas últimas semanas. "As exportações estão tendo números muito bons e até surpreendentes. Devemos superar os números projetados pela Conab, de 1,2 milhão de toneladas. Em 10 meses já alcançamos este número", observa.

O dirigente ressalta que as importações limitadas, que criaram um superávit na balança comercial de 700 mil toneladas, deve contribuir para o fortalecimento dos preços do arroz no futuro. Dornelles recomenda que os produtores tenham planejamento na comercialização da próxima safra. "Aliado ao fortalecimento do dólar perante ao real e a um programa de comercialização já anunciado, o produtor está com a comercialização na mão. Tudo depende da calma e planejamento para que os preços ganhem patamares superiores aos atuais", salienta.

Em 2015 a Federarroz trabalhou na abertura de novos mercados para o arroz brasileiro. Em conjunto com a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), conseguiu a derrubada das barreiras tarifárias da Nigéria para a entrada do produto brasileiro. Além disso, abriu negociações com o México que já se encontra em estágio avançado, dependendo apenas de acordos fitossanitários. Este ano está programada uma missão para Gana para buscar o novo mercado no país africano.

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