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Biotrigo apresenta novidades para o triticultor

  • 30/10/2015 |
  • Daniela Wiethölter Lopes
Aumentar a produtividade e a rentabilidade na triticultura, garantir colheita em anos atípicos e melhorar a qualidade do trigo produzido no país é um desafio a cada safra. Atender estas demandas é o foco de trabalho da Biotrigo Genética, líder em genética de trigo na América Latina. Durante o Dia de Campo, realizado na última quinta-feira (29/10) no município de Passo Fundo (RS), cerca de trezentos produtores vindos de diversas regiões do Rio Grande do Sul e Santa Catarina receberam informações sobre o comportamento da safra de trigo que está no campo e sobre as tendências para o próximo ano.

O engenheiro agrônomo Antônio Carlos Fabrício é responsável pela condução dos campos há muitos anos da Câmera na região de Santa Rosa. E mesmo com grande experiência na triticultura, acredita que o melhoramento genético é essencial para melhorar a produtividade e dar maior segurança na safra. “No dia de campo podemos antecipar as tendências do mercado e conhecer materiais com qualidades agronômicas e que se adaptam a nossa região. Sempre que optamos por cultivares mais resistentes o resultado foi compensador”, relatou. Nesta edição, oito cultivares do portfólio TBIO foram expostas em campos demonstrativos onde foram realizados diferentes testes com sementes, produtos químicos e técnicas de produção. “Visualizar no campo a performance das variedades é fundamental ao produtor e a equipe técnica para melhoria da eficiência produtiva”, afirmou o gerente comercial da Biotrigo Genética, Lorenzo Mattioni Viecili.

Entre os lançamentos, os produtores conferiram no campo as qualidades do TBIO Sossego, que chega aos multiplicadores em 2016 e ao mercado em 2017 com características que já o classificam como o de melhor pacote fitossanitário já lançado no país. “O diferencial do TBIO Sossego é a sua capacidade de dar tempo para ao produtor fazer as aplicações de fungicidas. Se chover por alguns dias seguidos, a genética vai dar segurança para que a planta resista até que o clima permita fazer o manejo necessário”, explicou. A cultivar possui W (Força de Glúten) médio de 308, apresenta ainda bom perfilhamento, elevada resistência à debulha natural e chuva em pré-colheita, ampla adaptação, com estatura e ciclo médios. Em relação às doenças, o Sossego possui alto nível de resistência à ferrugem da folha, ao complexo de manchas foliares e às doenças de espiga. A indicação é para lavouras de baixo e médio investimento em todas as regiões tritícolas do país. TBIO Sossego está entre os trigos mais produtivos do portfólio da Biotrigo.

Trigo para silagem
Melhorar aproveitamento da área cultivada e ampliar a renda na propriedade, com mais opções de produção. O TBIO Silus I chega ao mercado como a primeira cultivar de trigo do Brasil posicionada exclusivamente para produção de silagem, feno e pré-secado para alimentação animal. Segundo o supervisor comercial da Biotrigo, Tiago de Pauli, a cultivar possui ciclo médio com corte precoce, o que permite a antecipação da cultura sucessora. “Este trigo chega ao mercado com a finalidade de suprir uma demanda de produção de forragem com boa qualidade no período de inverno-primavera. Neste período há uma grande quantidade de área disponível devido ao pousio, permitindo assim que sejam produzidos e conservados os alimentos para serem ofertados durante os períodos do ano de maior escassez. Além disso, o TBIO Silus I pode suprir o déficit de forragem causado por uma frustração de outra cultura”, explicou. Para o bolso do produtor, a vantagem é o potencial de produção de biomassa. “É possível chegar a 30 toneladas por hectare de matéria verde, o que para cereais de inverno é uma excelente produção”, destacou.

Considerando os benefícios na dieta animal, o supervisor ressalta que o trigo é uma excelente forrageira no aspecto bromatológico. “Sem presença de aristas, o cereal não fere o trato digestivo do animal como um trigo comum, proporcionando uma ótima alternativa na alimentação do gado de leite e de corte”, afirmou. Com alto teor de proteína e volume, o trigo enriquece a dieta com amido e energia possibilitando maiores ganhos na produção leiteira e no peso dos animais destinados para corte. “No caso do Silus I, testes realizados mostraram que a produção atingiu níveis superiores as 1.100 kg por hectare de leite por tonelada de matéria seca”, finalizou.

Safra 2015: excesso de chuvas e germinação na espiga
Em anos de grandes volumes de chuva ocasionados pela condição climática El Nino, como 2015, a incidência de germinação de grãos na fase de colheita aumenta. Além de diminuir o rendimento, a germinação afeta diretamente o PH do trigo e principalmente a qualidade industrial, onde o Número de Queda ou Falling Number é afetado podendo baixar consideravelmente o valor comercial dos grãos. Conforme Viecili, o excesso de chuva sempre é prejudicial, mas há diferença nas perdas conforme a escolha da cultivar. “Nesta safra verificamos que onde se plantou cultivares mais resistentes à germinação, as perdas foram menores. Por isso, cabe ao produtor, ao planejar a sua lavoura, escolher cultivares que tenham como característica genética maior tolerância a chuvas na pré-colheita”, orientou o engenheiro agrônomo. A recomendação para os produtores que colherem grãos germinados é separá-los dos não germinados para evitar a depreciação dos trigos bons já armazenados. ver mais notícias