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Cafeicultura mecanizada tem produtividade 26% superior à manual

Nas áreas onde a produção de café arábica é mecanizada, a produtividade em 2015 foi 26% superior na comparação com as propriedades onde a atividade é predominantemente manual, chegando a 36,25 sacas por hectare. O Custo Operacional Total (COT), que engloba as despesas rotineiras da cafeicultura, depreciação de patrimônio e pró-labore, foi 30% maior nas regiões com sistema produtivo manual, principalmente por conta da maior utilização de mão de obra.

Foi o que apontou o anuário do Campo Futuro, que traz os resultados de todos os levantamentos de custos de produção realizados neste ano pela CNA em parceria com universidades e instituições de pesquisa. O documento, divulgado nesta semana, faz parte das ações do projeto que leva o mesmo nome, iniciado em 2007. As informações foram coletadas a partir de painéis de custos realizados em 12 municípios de seis estados produtores das variedades arábica e conilon (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia).

O estudo apontou que, na maioria das regiões analisadas neste ano, houve prejuízo na atividade, ou seja, a receita obtida não cobriu os custos totais da cultura. Apenas no município de Luís Eduardo Magalhães (BA), onde a produção é mecanizada, o faturamento foi superior às despesas com a atividade, gerando lucro médio de R$ 129,64/saca. O maior prejuízo foi verificado em Manhumirim (MG), de R$ 204,17/saca. O levantamento foi feito pela CNA, em parceria com o Centro de Inteligência de Mercado da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA).

Cana-de-açúcar

O levantamento de informações referentes à cana-de-açúcar foi feito em 26 municípios em nove estados, por técnicos da CNA e do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). O estudo constatou aumento expressivo dos custos de produção, envelhecimento dos canaviais e baixo nível de investimentos para a renovação da lavoura canavieira, prejudicando a produção sucroenergética de forma geral e agravando o endividamento do setor.

De acordo com o estudo, na maioria das regiões analisadas, a receita foi insuficiente para cobrir os custos totais da atividade, que contempla o COT mais o retorno do capital investido na produção. O estudo avaliou a situação do setor em três regiões: a região tradicional (São Paulo e Paraná), região de expansão (Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e Nordeste (Alagoas, Paraíba e Pernambuco). Foram abordadas as características de cada região e suas peculiaridades.

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