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Chuvas continuam irregulares e há replantio em algumas regiões de MT

Os produtores rurais de Mato Grosso estão avançando na semeadura da safra de soja 2015/16. De acordo com o boletim semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o momento 83,7% da área total foi semeada. Porém, mesmo com a semeadura próxima do final, ainda há preocupação com as irregularidades climáticas no Estado.

“As chuvas continuarão irregulares, e nos próximos dez dias haverá precipitação em todas as regiões do Estado”, explica Marco Antônio dos Santos, agrometeorologista da Somar Meteorologista. Porém, as precipitações são pontuais. “Estamos observando chuvas em diversos municípios, mas não com regularidade. Há replantio e os produtores estão preocupados com essa instabilidade”, diz Silvesio Oliveira, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) na região Norte.

O volume de chuvas também poderá variar bastante, de 10mm a 100mm. “Há maior probabilidade de chuvas nas regiões da BR-163 e Vale do Araguaia e menor na região do Parecis”, diz Marco Antônio dos Santos. “Na região de Nova Mutum e Santa Rita do Trivelato, há áreas com baixa umidade e replantio em áreas mais arenosas”, diz Emerson Zancanaro, delegado da Aprosoja.

No Sul não é diferente, segundo o vice-presidente da Aprosoja na região, Alexandre Schenkel. “As chuvas na região são uma loteria, mas a cada quinze dias chove 'bem'. E como está muito quente, isso pode ser ruim dependendo do estágio da planta”, explica.

Segundo o boletim do Imea, quase metade da safra foi semeada na primeira quinzena de novembro e isso significa que, se chover bem em janeiro, essa soja poderá ter ganhos de produtividade. Entretanto, se houver excesso de chuva na colheita, poderá haver prejuízos para a segunda safra e diminuição na qualidade dos grãos de soja.

O instituto fez uma previsão inicial de que o potencial haverá 68,6% de soja apta a ser colhida aponta até o fim de fevereiro. “Se for consolidado, será uma safra maior que as safras passadas, mesmo com a semeadura atrasada este ano, devido ao aumento da utilização de sementes de ciclo precoce”, informa o boletim semanal.

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