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CNA promove primeira reunião dos representantes da comissão nacional de hortaliças e flores

A Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, pela primeira vez, na última quarta-feira (02/12), para alinhar as demandas prioritárias do setor e apresentar o Plano de Trabalho para 2016. A Comissão, que foi instalada em julho deste ano, tem como presidente e vice-presidente Renato Augusto Abdo e Manoel Gonçalves Oliveira, respectivamente. “Essa comissão fortalecerá o setor de hortaliças e flores, que juntas somam um faturamento anual de aproximadamente R$ 60 bilhões”, afirmou o Superintendente Técnico da CNA, Bruno Lucchi, na abertura da reunião.

Os representantes da Comissão definiram os pontos principais a serem discutidos junto às Federações da Agricultura e Pecuária e associações. O registrode defensivos agrícolas paraminor crops, as culturas pequenas, consideradas de menor importância econômica, como morango, uva, alface, tomate, pimentão e berinjela, foi um dos temas tratados. O assunto já vem sendo discutido há algum tempo na Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, pois os produtos são os mesmos para essas culturas. “A discussão é importante para ajudar o produtor rural a proteger o alimento das pragas e doenças”, explicou o assessor técnico da Comissão, Eduardo Brandão Costa.

Aproximadamente 80minor crops já foram incluídas na monografia de ingredientes ativos autorizados, graças aInstrução Normativa Conjunta (INC 01/2014) estabelecida peloMinistério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Eduardo Brandão, o registro tira o produtor rural da ilegalidade involuntária, uma vez que permite o uso de defensivos agrícolas registrados pelos órgãos competentes brasileiros.

Plano de Trabalho –Dentre os assuntos discutidos na primeira reunião,o plano de trabalho foi um dos destaques. A Comissão pretende continuar com as discussões de registro de defensivos, estabelecer alternativas para aumentar as exportações do setor, levantar dados sobre a importância do setor no agronegócio brasileiro, a participação no Produto Interno Bruto (PIB) e Valor Bruto da Produção (VBP) e a promoção do consumo dos produtos.

De acordo com a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), o consumo per capita de hortaliças no Brasil é de 27,075 quilos por habitante. “O consumo de hortaliças ainda é muito baixo e tem muito espaço para crescer. Em países como a Itália e Estados Unidos, por exemplo, o consumo é 157,7 e 98,5 quilos, nesta ordem”, lembrou o assessor técnico da CNA.

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