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Dia de campo na Embrapa Soja será dia 19 de fevereiro

  • 16/02/2016 |
  • Embrapa Soja

Foto: Marisa Horikawa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Meridional promovem no próximo dia 19, sexta-feira, o dia de campo de soja, das 8h30 às 12h, na Vitrine de Tecnologias da Embrapa Soja. A expectativa é reunir aproximadamente 200 profissionais da assistência técnica e produtores rurais. Entre as estações técnicas programadas estão os seguintes temas: cultivares de soja e de feijão da Embrapa, plantas de cobertura visando o manejo de nematoide, sustentabilidade da tecnologia Bt e adubação potássica em soja.

Os destaques são as cultivares de soja que a Embrapa e a Meridional estão lançando na safra 2015/2016: a BRS 1010IPRO, BRS 388RR e BRS 399RR. "Ao manter um portfólio com soja convencional, RR e Intacta, a Embrapa disponibiliza aos produtores soluções competitivas e as que melhor se adequem ao seu sistema produtivo", enfatiza o chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias. "Nosso foco é oferecer alternativas que aumentem a rentabilidade do produtor e garantam menor impacto ao ambiente", destaca.

BRS 1010IPRO – Essa cultivar tem como diferencial o alto potencial produtivo associado aos benefícios da tecnologia Intacta RR2 PRO. A tecnologia reúne características como a resistência ao herbicida glifosato para o manejo de plantas daninhas e também tem a toxina Bacillus thuringiensis (Bt). Portanto, a cultivar faz o controle das principais espécies de lagartas que atacam a cultura da soja. A BRS 1010 IPRO é uma cultivar de soja precoce, com crescimento indeterminado e excelente potencial produtivo, também em áreas com presença do nematoide de galha Meloidogyne javanica. O pesquisador Carlos Arrabal Arias explica que a cultivar possui resistência às doenças cancro da haste e mancha olho de rã. Também tem resistência à podridão radicular de Phytophthora. A BRS 1010 IPRO é indicada para Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Indicada para as regiões de adaptação edafoclimáticas PR, SC e SP (REC 103), PR (REC 201) e SP (REC 203).

BRS 388RR - A outra novidade da Embrapa e da Meridional para os produtores do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás é a BRS 388RR. É uma cultivar transgênica com tolerância ao glifosato, possui tipo de crescimento indeterminado e grupo de maturidade relativa 6.4. Portanto, é uma soja precoce que pode ser utilizada em sistemas de produção que utilizam a safrinha de milho. "Esta cultivar tem alto potencial produtivo e excelente estabilidade em diferentes épocas de semeadura e ambientes de produção", diz Arias. Entre seus diferenciais estão a resistência às doenças: cancro da haste, podridão radicular de Phytophthora e mosaico comum da soja. Esse lançamento é recomendado para as seguintes regiões edafoclimáticas: PR (REC201), PR, MS, SP (REC 202) SP (REC 203), MS (REC 204), MS e GO (REC 301), SP, MG e GO (REC 302) e MG e GO (REC 303).

BRS 399RR - Também compõem os lançamentos da Embrapa e Meridional, na safra 2015/2016, a cultivar BRS 399RR que apresenta alto potencial produtivo além de boa sanidade. A BRS 399RR possui crescimento indeterminado e está no grupo de maturidade 6.0. "Em razão da sua precocidade, favorece a semeadura da segunda safra de milho", destaca Arias. A BRS 399RR é indicada para as regiões edafoclimáticas: SC, PR (REC 102), PR, SC, SP (REC 103), PR (REC 201) e SP (REC 203). Essa cultivar é resistente aos nematoides de galha Meloidogyne incógnita e Meloidogyne javanica e às raças 3 e 14 do nematoide de cisto. Também é resistente ao nematoide Rotylenchulus reniformis. Segundo o pesquisador Waldir Dias, da Embrapa Soja, os nematoides são parasitas que competem com a planta por água e nutrientes (parasitismo) e promovem necroses nos tecidos, o que pode diminuir a capacidade da planta em absorver água e nutrientes do solo. "Os percentuais de redução na produtividade vão depender do nematoide envolvido, da densidade populacional do nematoide no solo, de atributos do solo e do grau de suscetibilidade da cultivar utilizado pelo agricultor", explica o pesquisador.

Sustentabilidade da tecnologia Bt - A Embrapa está colocando no mercado várias cultivares de soja com a tecnologia Intacta RR2 PRO, que pode ser preservada com a adoção de áreas de refúgio. Para retardar a ocorrência de insetos resistentes, a Embrapa defende a adoção de práticas de manejo sustentável. Entre as medidas, recomenda-se o cultivo de áreas de refúgio, que é a manutenção de uma percentagem de, no mínino, 20% área (no mesmo talhão) com a mesma cultura não-Bt, ambas semeadas na mesma época. "Além disso, para que o refúgio seja efetivo, nenhuma planta Bt deve ficar mais que 800 metros distante de uma planta não-Bt", explica o pesquisador Samuel Roggia, da Embrapa Soja. A distância de 800 metros entre as diferentes plantas deve ser observada para favorecer o acasalamento entre os insetos suscetíveis à toxina Bt e os indivíduos potencialmente resistentes - provenientes das áreas com plantas Bt. "Essa medida pode retardar a seleção de insetos resistentes à tecnologia", destaca. Roggia alerta ainda que nas áreas com soja Bt e nas de refúgio é preciso fazer o monitoramento de pragas e utilizar as práticas de Manejo Integrado de Pragas, ou seja, a aplicação de inseticidas apenas quando o nível de controle for atingido.

Serviço:

Evento: Dia de Campo de Soja

Data: 19 de fevereiro de 2016

Horário: 8h30 às 12h

Local: Vitrine de Tecnologias da Embrapa (rod. Carlos João Strass, s/n – Londrina/PR)

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