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Dificuldades da cadeia produtiva da uva e alternativas são debatidas em Fórum na Serra

  • 16/11/2015 |
  • Rejane Paludo

A produção de uva e vinho é uma atividade tradicional e fonte de renda para milhares de famílias no RS. Representantes de diversas entidades ligadas ao setor vitivinícola participaram de um Fórum de Debate, no ginásio da Escola Estadual Pedro Migliorini, em Monte Belo do Sul. O evento, promovido pela Câmara de Vereadores do município, debateu as principais dificuldades da cadeia produtiva da uva e alternativas de enfrentamento dos problemas, com a elaboração de uma carta que será encaminhada a órgãos federais e estaduais.

A programação iniciou com uma palestra com o representante do Ibravin, Darci Dani, que explanou sobre o papel do Ibravin no ordenamento e promoção da vitivinicultura. Após, cada entidade apresentou suas propostas. O presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, propôs uma Chamada Pública específica para a vitivinicultura, que já está sendo elaborada, com recursos do governo federal para que os extensionistas possam dar um suporte e a uma qualificação maior para os agricultores da região. Ele lembrou também que a Emater/RS-Ascar faz parte de um grupo de trabalho, juntamente com outras instituições, que está descrevendo os equipamentos mínimos e as normas de produção para a regulamentação do vinho colonial. Assim que esse documento se tornar uma Instrução Normativa, a extensão rural irá apoiar a legalização e a capacitação dos vitivinicultores.

O enólogo da Emater/RS-Ascar, Thompsson Didoné, destacou os pontos positivos do setor, como a disponibilidade de linhas de crédito, as políticas públicas que promovem a inclusão do produto, como o PAA e o PNAE, as organizações que atuam na defesa do setor e o nível tecnológico avançado nas vinícolas e em muitos vinhedos. Por outro lado, apontou dificuldades relacionadas à sucessão familiar, à escassez de mão de obra, ao contrabando de vinho, aos custos de produção e à perda da relação de amizade que existia entre agricultor e indústria. Segundo ele, a sustentabilidade da vitivinicultura depende do envolvimento de toda a cadeia produtiva e de políticas públicas, sejam municipais, estaduais ou federais, de incentivo e valorização da uva, do vinho e dos agricultores que mantêm os vinhedos, e que incluam também o aspecto cultural, o turismo e o enoturismo.

O Fórum de Debate encerrou com a elaboração de uma carta, que será encaminhada aos órgãos competentes, que propõe o fortalecimento da assistência técnica específica para a cadeia da uva, a retomada do subsídio agrícola pelo governo federal, a redução do ICMS e do IPI que incide sobre o vinho, a inclusão do suco de uva na cesta básica, o valor do preço mínimo da uva em consonância com os custos de produção, entre outras reivindicações.

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