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Emater/RS-Ascar monitora lavoura em Cruz Alta

Foto: Cleuza Noal Brutti

O monitoramento feito pela Emater/RS-Ascar em 52 lavouras de soja deverá gerar mais de mil informações, válidas, segundo Rugeri, para atacar o principal “gargalo” na lavoura: a tecnologia de aplicação. “A qualidade não está apenas na máquina, mas, sobretudo, na tecnologia de aplicação”, insistiu Rugeri. “O tipo da gota, o volume da calda aplicado, as pontas (bico) do pulverizador, as condições ambientais (temperatura, humidade e velocidade do vento) e o princípio ativo adequado à praga e doença são fundamentais”, disse ele. Dados preliminares do projeto da região de Ijuí serão divulgados na Expodireto 2016, feira que se realiza em Não-Me-Toque, entre os dias 07 e 11 de março.

Com o projeto Lavoura de Resultado, a Emater/RS-Ascar busca incentivar os produtores a adotarem tecnologias e informações para o uso racional dos inseticidas e fungicidas, dando à terra e à planta, doses adequadas de defensivos. A intensão, com isso, é obter resultados mais sustentáveis, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.

Entre as principais metas do projeto estão a redução de um terço da aplicação de inseticidas nas lavouras, para isso os técnicos da Emater/RS-Ascar farão, no mínimo, 15 visitas ao produtor de soja, em todo o ciclo, do plantio à colheita. Assim como a melhoria na qualidade das aplicações de produtos químicos e biológicos, e o aprimoramento dos critérios de identificação e reconhecimento dos insetos, inclusive, daqueles que são benéficos.

Pano de batida

Com o projeto Lavoura de Resultado, a Emater/RS-Ascar retoma o método de amostragem de insetos com o pano de batida. “Esse trabalho de batida de pano foi esquecido, poucos produtores fazem”, lamentou o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Gilberto Bortolini. Em termos de ferrugem da soja, a análise é feita em laboratório, por meio de parceria com a Embrapa e universidades, para a avaliação da presença do fungo e o seu controle, explica Alencar Rugeri.

Com supervisão da engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar, Larissa dos Reis, o produtor de Cruz Alta, Paulo Rodrigues, coloca periodicamente o pano de batida, de um metro de comprimento, entre as fileiras de soja e, com movimentos vigorosos, sacode a planta. Sobre o pano caem lagartas e percevejos, entre outros insetos. Todos são contados e se o nível de infestação for muito alto, o agricultor costuma recorrer ao uso de inseticidas. “Hoje, o pulverizador é a ferramenta que o produtor precisa ter a maior atenção e utilizar os ajustes mais adequados”, disse o representante da Redemaq, Lucas Teixeira.

Economia

Mesmo sem ter pronto o balanço financeiro da safra de soja que irá colher nas próximas semanas nos seus 35 hectares, o produtor de Cruz Alta está satisfeito com os resultados. Rodrigues projeta ter economizado, pelo menos, 50% com a compra de inseticida. “Se não tivesse o acompanhamento da Emater já teria aplicado, até agora, umas três vezes o inseticida”, disse Rodrigues, que nesta safra aplicou inseticida apenas uma única vez.

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