NOTÍCIAS

Embrapa inicia estudos para identificar anomalia que vem atacando mamoeiros de Roraima

Foto: Daniel Schurt

O Brasil é o segundo produtor mundial de mamão, com uma produção de 1.517.696 toneladas ao ano. Em Roraima, o produto também é bastante difundido e apreciado, mas uma anomalia nos mamoeiros da região vem preocupando os produtores locais. Para tentar identificar o que vem causando o problema, que afeta a produção e causa a morte da planta, a Embrapa Roraima iniciou uma série de pesquisas em colaboração com a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP).

A anomalia, que ainda possui causa desconhecida, foi observada em plantas nos municípios de Bonfim, Alto Alegre, Boa Vista e Rorainópolis, regiões que apresentam condições de solo e clima distintas entre si. Entre os sintomas do problema estão a redução da área foliar, a presença de manchas oleosas, redução do broto apical (ponteiro), da floração e amarelecimento das folhas.

Segundo o pesquisador Daniel Schurt, vários produtores entraram em contato com a Embrapa relatando o problema. "Fizemos os primeiros testes em nosso laboratório de Fitopatologia para as principais doenças da cultura e, inicialmente, não foi confirmada a presença de nenhuma delas. Então, entramos em contato com especialistas em virose de mamão da Esalq para uma análise mais detalhada, mas que também não revelou a razão da anomalia", explicou o pesquisador.

O segundo passo adotado foi a realização de um estudo de campo minucioso em alguns dos mamoeiros afetados. Para isso, a Embrapa articulou a visita do professor da área de Virologia Vegetal da Esalq, Jorge Rezende, com o objetivo de realizar a coleta do material em campo. Durante dois dias os pesquisadores visitaram propriedades que apresentavam mamoeiros com anomalia. Todo o material coletado está sendo novamente analisado no Laboratório da Unidade. Também foram encaminhadas amostras para uma segunda análise em São Paulo.

Schurt ressalta que a Embrapa está ciente do problema e está buscando estudar a causa e propor uma solução para os produtores locais. "Vamos continuar as pesquisas para saber se estamos lidando com uma doença, praga, ou se é algo relacionado a questões nutricionais ou climáticas", explica.

ver mais notícias