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Exportações brasileiras podem crescer US$ 1,9 bi/ano com a conquista de mercados em 2015

  • 15/12/2015 |
  • Priscilla Mendes

As exportações brasileiras do agronegócio têm potencial de aumentar US$ 1,9 bilhão ao ano com a conquista e a reabertura de mercados alcançadas em 2015. A informação foi divulgada nesta terça-feira (15) durante coletiva de imprensa da ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), na qual ela apresentou um balanço das ações do ministério em 2015 e as perspectivas para o ano que vem.

O potencial anual de US$ 1,9 bilhão representa 11,3% do total das exportações do agronegócio. O resultado, comemorado pela ministra e pelo setor, foi possível graças à constante busca do Mapa por novos parceiros comerciais e ao sério trabalho de defesa agropecuária realizado pela pasta, garantindo sanidade das plantas e dos animais e inocuidade dos alimentos.

Entre os mercados negociados em 2015, o principal é o da carne bovina, que tem potencial anual de US$ 1,3 bilhão em exportações, o que representa 289 mil toneladas. No ano passado, o Brasil exportou US$ 7,1 bilhões do produto (1,6 milhão de toneladas).

A carne de frango in natura também merece destaque, com potencial de aumento de US$ 414 milhões ao ano (304 mil toneladas), seguida pela carne suína in natura (US$ 101 milhões em 52 mil toneladas) e pelos lácteos (US$ 78 milhões em 20 mil toneladas). Também tiveram avanço importante os mercados para pet food e farinhas de carne, bovinos vivos e ovos.

Para 2016, a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa estima que o país incrementará em US$ 2,5 bilhões (555 mil toneladas) suas exportações, com ênfase para a venda de carne bovina in natura para Estados Unidos, Japão, Canadá e México.

A ministra afirmou durante a coletiva à imprensa que o Mapa pretende ampliar em 2,3% a participação do Brasil em todo o comércio exterior, saltando de 7,7% (equivalente a US$ 68,4 bilhões) para 10%. Para isso, continuará investindo em negociações com os 22 principais mercados internacionais que, juntos, representam 75% da atividade comercial mundial.

“Hoje o Brasil representa apenas 7,7% de toda a movimentação comercial no mundo. Temos disponibilidade de terra, clima, tecnologia e inovação para chegarmos a 10%. Essa é nossa meta”, afirmou.

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