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Fatores climáticos influenciam produção de café e cana-de-açúcar

A safra brasileira de café (arábica e conilon) fechou o ano em 43,24 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. Em período de baixa bienalidade, o resultado representa queda de 5,3% em comparação à produção de 45,64 milhões de sacas do ano passado. Os dados constam do quarto e último levantamento do grão para o ciclo 2015, divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Ministério do Abastecimento, Pecuária e Agricultura (Mapa) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A redução da produção de café é atribuída a fatores climáticos. Segundo o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, João Marcelo Intini, a cultura sofre incidências do clima no desenvolvimento da planta, na florada, na formação e no enchimento do grão e na fase da colheita. “A diminuição da safra ocorreu em boa parte das regiões produtoras de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.”

O levantamento da Conab apontou que houve incremento em novas áreas para o cultivo do café. Isso significa que poderá haver recuperação do volume de produção do grão para as próximas safras. “O incremento de novas áreas nos dá o indicativo de que a produção poderá ser recomposta e melhorada”, assinalou o diretor da Conab.

Cana

A produção da cana-de-açúcar também foi atingida pelo clima. A safra 2015/2016 pode chegar a 658,7 milhões de toneladas, com um aumento de 3,8% em relação à safra anterior, quando foram colhidas 634,8 milhões de toneladas, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (17) pela Conab.

A estimativa de um aumento na produção e na produtividade (3,9%) se deve, sobretudo, à participação dos canaviais da região Centro-Sul, que não sofreram os efeitos da falta de chuvas na safra anterior e que afetaram a produtividade.

De acordo com o secretário de Política Agrícola, André Nassar, a pesquisa da Conab aponta um aspecto positivo: a recuperação da produtividade da região Centro-Sul. Ele salientou ainda que a renovação do canavial precisa melhorar para garantir essa recuperação de produtividade no longo prazo. “A idade média do canavial está melhor e as perspectiva de mercado são boas.”

A maior parte da cana colhida será destinada à fabricação de etanol, que representa 57,9% de toda produção. O etanol total deve ter um aumento de 1,9% ou cerca de 554 milhões de litros, passando de 28,66 para 29,21 bilhões de litros.

A produção de açúcar deve ter redução de 2,7%, conforme a Conab. A estimativa apresenta queda de 35,56 milhões para 34,61 milhões de toneladas, o que representa 947,5 mil toneladas a menos.

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