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Fixação Biológica de Nitrogênio em plantas reduz emissão de gases do efeito estufa

  • 10/03/2016 |
  • ANPII

Durante o encontro realizado na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no dia 3 de março em Brasília, foi discutida a importância do processo da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) como um aliado na redução da emissão de gases de efeito estufa. Tanto é que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), incentiva o uso dessa tecnologia no Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

A FBN é um processo realizado por algumas bactérias que convertem o nitrogênio presente na atmosfera em formas que possam ser utilizadas pelas plantas. Constitui-se na principal via de incorporação do nitrogênio à biosfera e depois da fotossíntese é o processo biológico mais importante para as plantas.

No encontro o consultor da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Importadores de Inoculantes (ANPII), Solon Araujo, realizou uma das três palestras sobre o assunto e abordou a contribuição das indústrias de inoculantes. “De 2005 a 2014 a quantidade de insumo vendida aumentou em 50%, tendo se consolidado com largo uso na cultura de soja”, pontua. A utilização de inoculantes para fixar nitrogênio nas plantas aumenta, em média, 8% a produtividade das lavouras de soja.

Para o uso nas lavouras de feijão o consultor reforça que ainda é necessária uma divulgação mais ampla sobre os benefícios do inoculante no plantio do feijão comum e feijão-caupi.

A ANPII, em conjunto com a Embrapa, vem ao longo dos anos se posicionando sobre melhorias para elevar a produtividade das lavouras brasileiras ao mesmo tempo em que métodos mais sustentáveis são incentivados e pesquisados para minimizar os problemas ambientais. A FBN reduz o impacto ambiental que causa a perda de matéria orgânica do solo e é uma alternativa de agricultura de baixo carbono.

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