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Incubadora Tecnológica da ESALQ renova o Conselho Deliberativo

Pelos próximos dois anos, a ESALQTec, incubadora tecnológica da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) terá seu Conselho Deliberativo presidido pelo professor Mateus Mondin, do Departamento de Genética da ESALQ. Evaristo Marzabal Neves, docente sênior do Departamento de Economia, Administração e Sociologia e Francisco de Assis Alves Mourão, do Departamento de Produção da ESALQ, também foram eleitos membros do Conselho que pretende, segundo seu presidente, “conferir maior visibilidade à incubadora que completou 10 anos e precisa estar posicionada no centro das ações empreendedoras e de tecnologia na região”.

Segundo Mondin, um dos objetivos dessa gestão é permear o universo das empresas incubadas e associadas de modo a fortalecer seu relacionamento com a academia. “A maior parte das empresas, seja ela incubada ou associada, não são formadas por pessoas vindas da Universidade de São Paulo e a oportunidade que elas têm de construir esse vínculo com a USP é motivo de orgulho. As empresas ligadas a ESALQTec fazem questão de dizer de ressaltar seu vínculo com a ESALQ-USP e sempre levam o nome da nossa incubadora adiante. Isso promove a instituição”.

Novo zoneamento – Mondin lembra que, apesar de Piracicaba possuir uma rede de pesquisa e produção tecnológica desenvolvida para o setor agro, os agentes envolvidos nesse processo carecem de ações empreendedoras que aproveitem a existência da quinta melhor universidade no mundo em ciências agrárias. “A ESALQ é a única escola de agricultura do mundo que está na região tropical e isto é um diferencial. Em Piracicaba, nós temos uma rede muito grande de tecnologia, empresas, centros de pesquisa e, para que esses agentes passem a desenvolver com maior convergência propomos que o Parque Tecnológico de Piracicaba (PTP) passe por um novo zoneamento”.

A proposta de novo zoneamento foi apresentada na semana passada, durante reunião do Conselho Técnico Administrativo da ESALQ. Na oportunidade, Mondin fez um breve histórico da ESALQTec, traçou um mapa da realidade atual da incubadora e defendeu que o novo zoneamento pode auxiliar as empresas incubadas e associadas e incentivar novos projetos. “A própria existência do Parque Tecnológico depende da premissa da inclusão de uma incubadora e de uma universidade, mas o problema é que o zoneamento atual do PTP contempla uma parcela ínfima da ESALQ e não contempla áreas experimentais e a ESALQTec e portanto as incubadas não podem usufruir de isenções tributárias”, explica Mondin.

Segundo Mateus Mondin, o Estado de São Paulo conta com bons exemplos a serem seguidos, como os Parques Tecnológicos de Sorocaba, São José dos Campos e Ribeirão Preto. Nesses municípios, os respectivos zoneamentos estão formatados de maneira que contemplam a Unesp, a Unifesf e o ITA, em São José, a Unesp, a UFSCar e a própria USP em Sorocaba.

Vantagens – O principal benefício do novo modelo de zoneamento do PTP é a subvenção tributária para as empresas, principalmente no que se refere ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), tributo que incide sobre a prestação de serviços. Somente esse benefício, aponta Mateus Mondin, levaria a uma escalada de vantagens para os atuais e futuros empreendimentos que ali se instalassem. Outro benefício seria um processo menos burocrático para iniciativas entre o PTP e empresas ali instaladas com a ESALQ-USP. Mondin aposta que “Aumentariam as parcerias entre empresas e laboratórios da ESALQ-USP, facilitaria o processo de aquisição de equipamentos de grande porte, além de possibilitar o fomento de iniciativas empreendedoras de estudantes de graduação e pós-graduação. Na prática, daríamos um grande passo na aproximação entre a academia e a iniciativa privada de modo a facilitar o processo de transferência de tecnologia”.

Próximos passos – a partir de agora a proposta segue para os trâmites legais. Sendo aprovada, a próxima etapa é a assinatura do protocolo de intenções com o PTP, a partir de então o processo segue para a Prefeitura de Piracicaba, onde ocorrerá a alteração da lei que determina a área geográfica do PTP. “Esperamos que o novo zoneamento seja aprovado o mais breve possível e ainda este semestre as nossas empresas incubadas da ESALQTec e a ESALQ-USP já possam usufruir dos benefícios de serem parte do PTP”, finaliza o professor.

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