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Micotoxinas prejudicam a rentabilidade de produtores rurais

  • 15/09/2015 |
Imagine arcar com um prejuízo anual de U$$ 1 bilhão na administração do seu negócio. Esse valor representa o impacto causado pela contaminação de 25% da produção global de grãos pelas micotoxinas, substâncias tóxicas produzidas por fungos. Após uma temporada de irregularidades climáticas com sequência de veranicos, a safra 2014/2015 registrou uma incidência média de 5,1 micotoxinas em um universo de 161 amostras coletadas nas propriedades rurais brasileiras pela equipe da Alltech, empresa de saúde e nutrição animal. Segundo o estudo, 18% das amostras estavam contaminadas com 8 ou mais micotoxinas.

Com uma dieta a base de grãos, a presença das micotoxinas interfere no desempenho produtivo, mortalidade e incidência de problemas metabólicos dos animais. Ao todo, existem mais de 500 micotoxinas catalogadas, mas somente 1% a 2% são quantificadas mediante técnicas convencionais. Parte do Programa de Gestão de Micotoxinas da Alltech, o 37+ consiste na análise de riscos a partir da coleta de amostras que permite identificar a intensidade do risco.

“O programa 37+ usa a tecnologia de UPLC (Ultra Performance Liquid Chromatography) associado ao duplo espectômetro de massa, capaz de detectar simultaneamente mais de 37 micotoxinas produzidas pelas principais espécies de fungos como Aspergillus, Fusarium, Penicillium e Claviceps que estejam presentes em amostras de cereais, oleaginosas, silagens ou na ração final”, explica o responsável pelo departamento de pesquisas da Alltech do Brasil, Leandro Nagae Kuritza. As micotoxinas trabalham sinergicamente, representando um risco ao desempenho dos animais, pois significa que juntas se tornam polivalentes, intensificando o impacto nas propriedades.

Análise detalhada
O UPLC permite uma análise mais rápida e a quantificação de diversas micotoxinas simultaneamente. Essa metodologia permite a redução do tempo de resultado em até 10 vezes. A dupla espectometria de massa permite a constatação precisa de cada toxina presente na amostra, incluindo aquelas que ficam “mascaradas”, que não seriam identificadas em análises tradicionais. O primeiro espectômetro de massa é calibrado para detectar as micotoxinas de acordo com o seu peso molecular.

Como algumas dessas substâncias podem apresentar o mesmo peso molecular, através do quadrupolo ocorre a fragmentação dessas micotoxinas e o peso molecular específico de alguns desses fragmentos permite a confirmação da micotoxina analisada. “Cada amostra é analisada em triplicata, tendo a média como resultado final, e assim informamos o nível detectado, o desvio padrão, o limite de detecção e o limite de quantificação expressos em até partes por trilhão”, pontua Kuritza. ver mais notícias