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Milho safrinha: controle de percevejos deve ser realizado na fase inicial da cultura

  • 13/04/2016 |
  • Leandro Garcia

Foto: Dirceu Gassen

A incidência de pragas no milho safrinha é um dos principais fatores para a redução da produtividade e de rentabilidade nas lavouras. De acordo com o Canal Rural, em 2015, algumas cidades do Paraná registraram uma perda de 30% em produtividade devido ao ataque de percevejos. Por isso, muito se fala do Manejo Integrado de Pragas (MIP), cujo objetivo é proporcionar um bom desenvolvimento da planta durante todo seu ciclo, consequentemente, produzindo mais e melhor.

Atualmente, o plantio direto é uma prática comum na produção de grãos e no cultivo do milho segunda safra. Este sistema é recomendado, pois controla o processo erosivo do solo, armazenando mais nutrientes e melhorando a absorção de água, sendo, portanto, ecologicamente mais sustentável. Por outro lado, ele tem favorecido o crescimento da população de algumas espécies como: percevejo barriga-verde, percevejo verde e percevejo marrom.

A atenção à praga é constante, mas nos 20 primeiros dias após a germinação é crucial. Nessa fase, o percevejo se alimenta nos tecidos jovens, injetando saliva e toxinas para facilitar a sucção de seiva. Os danos variam de acordo com a quantidade de insetos e idade da plântula, e podem levar à morte desta, pois as toxinas murcham as folhas centrais impossibilitando o crescimento da cultura causando o sintoma conhecido como “coração morto”, secando a planta totalmente. Em alguns casos, os percevejos podem causar o “enrosetamento”, que é o amarelecimento das folhas, ou furos simétricos com bordas amareladas. Os dois sintomas prejudicam bastante a fotossíntese, impedindo o crescimento saudável da planta e prejudicando o enchimento de grãos. Menos peso de grãos, menos rentabilidade.

Atualmente, a recomendação para o sucesso no controle dessas pragas é que se faça uma combinação de ferramentas que deve ser iniciada com o tratamento de sementes e controle químico já nos primeiros dias após a emergência da planta. Além da escolha do tratamento de semente e inseticida ideal, o produtor deve se atentar à tecnologia de aplicação, pois uma pulverização otimizada vai proporcionar economia e garantir melhores resultados. Em algumas regiões, a rotação de culturas também pode amenizar a incidência de percevejos, mas ações isoladas não apresentam níveis satisfatórios de controle. Vale ressaltar que aplicações tardias de defensivos não impedem o aparecimento dos danos causados por percevejos, por isso, para esta praga, prevenir é o melhor remédio. Consulte sempre um engenheiro agrônomo.

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