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Parceiros prestigiam posse da nova Chefia

Mais do que uma solenidade protocolar para marcar a troca de Chefia da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a posse do novo chefe-geral Alberto Vilarinhos, na manhã do dia 11 de março, foi um momento de reflexão sobre a atuação da Unidade ao longo das últimas quatro décadas e de reafirmação de parcerias com as diversas instituições públicas e privadas representadas no evento. “Gosto muito daquele ditado que diz: 'para ir rápido, vamos sós; para ir longe, vamos juntos. O número de parceiros hoje nesse auditório indica que esse espírito está aqui.

Vivemos numa realidade que não dá para pensar no paradigma da competição, temos que buscar cooperação, sinergia”, afirmou o presidente da Embrapa, Maurício Lopes (entrevistado da seção Bate-Papo), para a plateia formada por autoridades, empregados, aposentados, colaboradores, parceiros, familiares e amigos.

Compuseram também a mesa de abertura o secretário de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), Jerônimo Rodrigues; o superintendente federal de Agricultura do Espírito Santo, Dimmy Barbosa; a vice-reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Georgina Gonçalves; o prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro; o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri), Adriano Bouzas; o gestor nacional da carteira de projetos de mandiocultura e seus derivados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Rafael Hermógenes; além do novo chefe-geral e do chefe anterior, Domingo Haroldo Reinhardt, que, muito emocionado com a homenagem surpresa que recebeu — uma placa de agradecimento aos quase sete anos dedicados à Chefia, entregue pelo ex-chefe José Carlos Nascimento —, passou o comando da UD para Vilarinhos.

“Estamos vivenciando uma passagem harmoniosa e eficiente, focada na busca por resultados úteis para a cadeia produtiva. Quero deixar aqui a minha imensa gratidão por todos que nos inspiraram e colaboraram ao longo desses anos”, disse Haroldo antes de fazer um balanço das realizações de sua Chefia, quando destacou a melhoria na infraestrutura da UD, a ampliação e fortalecimento dos campos avançados, o aprimoramento de todo o processo de inovação de transferência de tecnologia e pesquisa e desenvolvimento e a definição de planos estratégicos para cada uma das culturas trabalhadas.

Vilarinhos retribuiu o agradecimento. “Além de todos os amigos da mesa e da plateia, quero agradecer ao Haroldo, meu chefe e mentor.” E acrescentou: “Ninguém faz concurso para entrar na Embrapa por obrigação, tem que ter um objetivo e vontade. Da mesma forma, se alcancei o objetivo de ser hoje chefe-geral, é porque dependeu de vontade, mas também das oportunidades que me foram oferecidas para estar à altura desse cargo. E sempre agradeço a Deus por isso.” Ele mencionou também o apoio da família, em especial da mulher Cristina. Olhando para o futuro da UD, Vilarinhos destacou que o momento é de aperfeiçoar a gestão. “Precisamos efetuar o processo de inovação porque somos uma empresa de inovação. Integrar as diversas áreas e focar na finalização das tecnologias, trabalhando firmemente na parte de validação.” Vilarinhos também fez um agradecimento especial ao pesquisador Alfredo Alves, que concorreu com ele ao cargo de chefe-geral e hoje faz parte de sua equipe, como articulador internacional da Unidade.

O governo do estado da Bahia estava representado em peso na solenidade. Responsáveis por diversos órgãos ligados à SDR, à Seagri e à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) vieram reforçar a parceria com a UD. “O governo está super-representado em sinal de reconhecimento e agradecimento à Embrapa. A gente veio emprestar o ombro, a cabeça e o coração para dar continuidade ao trabalho. Queremos que essa parceria seja ampliada e fazer com que as coisas cheguem com facilidade às pessoas”, salientou Jerônimo. Ele citou ainda o edital de mandiocultura, previsto para ser lançado em abril, que destina R$ 20 milhões para projetos voltados ao desenvolvimento dessa cadeia produtiva.

Apresentação de tecnologias

Antes das falas oficiais, o chefe adjunto de P&D, Francisco Laranjeira, fez uma apresentação com um panorama de cada uma das culturas trabalhadas pela UD e tecnologias desenvolvidas para atender a demandas importantes dos produtores brasileiros. Citou, por exemplo, as variedades de banana resistentes à Sigatoka-negra — desenvolvidas dentro do trabalho de melhoramento genético preventivo para fazer frente a pragas quarentenárias de alto impacto socioeconômico — que salvaram a bananicultura do Norte do país, atacada pela doença no fim da década de 1990.

No caso da mandioca, Laranjeira fez referência a duas variedades, BRS Formosa e BRS Kiriris, resistentes a doenças importantes da cultura. Mostrou, por exemplo, que a BRS Formosa ocupa 80% da área plantada com mandioca no Centro-Sul da Bahia, em 14 municípios; e a BRS Kiriris está presente em 70% da área plantada com mandioca de três municípios de Sergipe. “Esses são exemplos. Vamos continuar trabalhando forte com foco em resultados, planos estratégicos, priorização, tradução à sociedade e manutenção e aprofundamento do diálogo com as cadeias produtivas”, complementou.

Alianças

“A Embrapa é um parceiro estratégico para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação. A Bahia é eminentemente um estado agrícola, que tem na agricultura o seu principal eixo de desenvolvimento. Ter a Embrapa trabalhando aqui em Cruz das Almas, desenvolvendo tecnologia e inovação para o setor agrícola, é estratégico para o estado. A gente pretende aumentar a parceria da Secretaria com essa instituição”, disse, após o evento, Alex Carneiro, diretor de Programas e Políticas da Secti.

Raul Pinto, gerente de programas do Senar/BA, confirmou a importância da boa relação entre as instituições. “A Embrapa é a Empresa que produz a tecnologia e nós estamos ajudando a difundir essa tecnologia no campo.”

O evento também teve a presença de Cristiane Costa, diretora da Escola Rural Tina Carvalho. “Tem sido muito significativo para a gente essa parceria, uma vez que a Embrapa traz o conhecimento e a transferência de tecnologia e somos instrumento dessa divulgação. Isso tem somado muito nas comunidades onde atuamos.”

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