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Pesquisador do IMAmt participa de painel técnico em São Paulo

  • 09/09/2015 |
  • Martha Baptista
O pesquisador Edson Ricardo de Andrade Junior do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) participará em São Paulo, nesta quinta-feira (10/9) do painel técnico "Panorama das pragas", promovido pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) e pela Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA). O evento vai discutir novas pragas em grandes culturas no Brasil, a partir de 9h.

Andrade Junior falará sobre Amaranthus palmeri, planta invasora de difícil controle em algodoais dos Estados Unidos, que foi identificada recentemente no sistema produtivo de Mato Grosso (em lavouras de soja, algodão e milho) por ele, em parceria com os professores Anderson Luís Cavenaghi (do Univag), Sebastião Carneiro Guimarães (da UFMT) e Saul Jorge Pinto de Carvalho (do Instituto Federal do Sul de Minas). Durante o painel, serão apresentadas as ações em curso para conter a disseminação de Amaranthus palmeri em Mato Grosso.

Segundo a Andef e a SBDA, assim como o fungo causador da ferrugem asiática (doença da soja), a lagarta do gênero Helicoverpa, a mosca-branca e o bicudo-do-algodoeiro são espécies que vieram de outras partes do mundo e que têm um potencial de causar prejuízos expressivos às lavouras de soja, algodão e milho, entre outras. "Pela grande importância que o agronegócio tem para o Brasil, o governo investe em ações de vigilância e combate a pragas. Cerca de 600 espécies são oficialmente reconhecidas como de alto potencial de perigo para nossa agricultura e estão sob permanente vigilância. No entanto, é crucial que produtores estejam atentos ao aparecimento de novas pragas em suas lavouras, pois a detecção precoce é o primeiro passo para evitar o estabelecimento e os prejuízos econômicos", afirmam as entidades promotoras do painel técnico.

Além da planta daninha Amaranthus palmeri, serão debatidos no painel técnico uma mosca minadora do gênero Melanagromyza, originária da Ásia e que vem causando danos em lavouras de soja no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Em seguida, será discutida a situação da Helicoverpa no Nordeste brasileiro, pois há indícios de haver uma variação na população de H. armigera, que está em análise pela pesquisa e pelas autoridades competentes.

As inscrições para o painel são gratuitas e poderão ser feitas pelo endereço: http://bit.do/painelpragas ver mais notícias