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Produtores investem em tecnologias para diminuir custos no arroz

Foto: RiceTec

Produtores gaúchos de arroz estão investindo em sementes com tecnologia diferenciada para driblar as dificuldades enfrentadas com o clima e o alto custo de produção na lavoura. Segundo levantamento divulgado recentemente pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), o custo da energia elétrica para os produtores de arroz aumentou em aproximadamente 104% em um ano. Diante desse cenário, produtores que optaram por investir em tecnologias devem minimizar os custos de produção, mantendo ou ampliando a produtividade.

Especializada no desenvolvimento e comercialização de sementes de alta tecnologia, a RiceTec, que tem sede em Porto Alegre e uma estação experimental em Santa Maria, conta com um portfólio que possibilita ao produtor gastar menos água com irrigação e menos defensivos, sem afetar a produtividade. “As tecnologias desenvolvidas pela RiceTec permitem que o produtor aumente em 25% a produtividade, utilize 33% menos água e consuma até 20% menos defensivos agrícolas”, afirma o engenheiro agrônomo e diretor de Marketing da RiceTec, Leandro Pasqualli.

A RiceTec vem ampliando, a cada safra, a semeadura dos seus produtos no Estado. Tanto, que de 2011 a 2015, o número de produtores que optaram por sementes da empresa dobrou. Apenas no último ano, a conquista foi de 18%. Além disso, a multinacional triplicou a área cultivada no Brasil e atingiu 100 mil hectares no Rio Grande do Sul na safra 2014/2015. “Nosso objetivo é a sustentabilidade na lavoura, através da implantação de alta tecnologia e com o mínimo impacto ambiental, proporcionando maior retorno econômico ao produtor”, explica.

Outro aspecto que vem garantindo o crescimento da empresa em solo gaúcho são os resultados de produtividade. Na safra 2014/15, a produtividade média das variedades convencionais, de acordo com dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) foi de 7.684 quilos por hectare. Já a produtividade média das sementes RiceTec, no mesmo ciclo, foi bem superior. “Apesar do clima adverso, nossos clientes atingiram uma produtividade média de 10.670 quilos por hectare, chegando em algumas áreas comerciais, com a tecnologia Titan CL, a mais de 12 mil quilos por hectare”, afirma.

Outra grande característica da semente comercializada pela empresa é a maior resistência à brusone, principal doença que ataca a cultura. A tecnologia, desenvolvida na sede da empresa em Porto Alegre, é consequência do cruzamento de duas ou três linhagens parentais distintas e esse processo consiste na semeadura de faixas intercaladas de linhas macho (doador de pólen) e linhas macho estéril ou fêmeas (receptoras de pólen). Desde a criação de uma nova linhagem e seu lançamento comercial, são necessários de oito a dez anos de intenso trabalho e investimentos.

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