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Produtores já podem aderir ao programa Arroz na Bolsa

  • 17/09/2015 |
  • Rejane Costa
Na última Expointer, a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) assinou acordo com entidades gaúchas para a realização de leilões privados de arroz em casca, por meio de pregão eletrônico. O programa denominado Arroz na Bolsa consiste na comercialização do arroz em âmbito nacional por meio da oferta de compra e venda no leilão eletrônico da BBM. As entidades que participam da iniciativa junto com a BBM são a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Emater/RS e o banco e corretora Banrisul. O primeiro leilão será realizado no próximo dia 1 de outubro.

O presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias, Giuliano Ferronato, afirma que o programa Arroz na Bolsa visa proporcionar que todos tenham acesso ao mecanismo de comercialização da BBM e aumentar a capilaridade da oferta, desmistificando que a bolsa é somente para grandes produtores. "A transparência nas informações é um fato de grande importância nos leilões da BBM, pois produtores e compradores têm acesso às informações de qualidade, podendo acompanhar os leilões on line e saber os preços que efetivamente estão sendo praticados no mercado", enfatiza.

Para o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, a ferramenta do pregão eletrônico da Bolsa de Mercadorias vem em um momento correto, oportuno, na medida em que a demanda por exportação está bastante forte. Salienta que também há uma demanda de empresas de fora do Rio Grande do Sul para o mercado doméstico. “Essas empresas poderão se lançar através do leilão para adquirir produto com as especificações desejadas, com garantia da Emater, observa Dornelles.

O diretor Comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Tiago Barata, vê com muito otimismo o programa Arroz na Bolsa. Ressalta que é uma ferramenta moderna, transparente, e, principalmente, de total segurança tanto para o produtor que está ofertando, quanto para a indústria na busca da matéria-prima. “O Rio Grande do Sul é reconhecido por abastecer 70% da matéria-prima da indústria de beneficiamento brasileira, e esse mecanismo facilita o acesso ao produto gaúcho”, garante Barata.

O dirigente do Irga afirma que é importante destacar que esse mecanismo não é exclusivo a grandes produtores. O lote mínimo possível é de 540 sacos, ou seja, o pequeno produtor também tem acesso. Barata salienta ainda que essa nova ferramenta corrige algumas distorções do mercado, ampliando a abrangência da oferta do produtor e também regularizando essa oferta ao longo do ano. “Estamos diante de uma nova fase no processo de evolução da comercialização de arroz no Brasil”, garante.

A participação da Emater/RS no Programa Arroz na Bolsa será feita através da divulgação desta nova ferramenta de comercialização entre os produtores de arroz do Rio Grande do Sul, juntamente com os seus parceiros Irga, Federarroz, BBM e Banrisul. O presidente da empresa, Clair Kuhn, explica que os agricultores serão orientados para a venda de sua produção. “Realizaremos de acordo com as normas técnicas legais vigentes, as coletas e amostras correspondentes ao total dos lotes de produto que serão colocados em oferta no leilão da bolsa”, salienta.

A Emater/RS vai emitir os resultados das análises realizadas nos lotes identificados pelo vendedor em laudo de classificação, que conterá a completa identificação e classificação do produto. Segundo Kuhn, a empresa estará atestando a qualidade do produto ofertado. “Trata-se de uma importante ação do governo do Estado, por meio da Emater, no apoio, principalmente, aos pequenos produtores de arroz, auxiliando-os na comercialização do seu produto e viabilizando a sua participação nesta que é uma excelente ferramenta de comercialização”, enfatiza.

Kuhn também lembra que a Emater estará juntamente com seus parceiros promovendo reuniões nas mais diversas regiões produtoras de arroz do Estado. O objetivo é orientar e informar a respeito da operacionalização do programa Arroz na Bolsa que, conforme Kunh, trará mais renda ao pequeno produtor de arroz.


Saiba mais sobre o novo programa

Quem pode participar: Produtores rurais (pessoas físicas ou jurídicas), cooperativas de produtores rurais, comerciantes e agroindústrias do arroz podem participar, através de corretoras associadas à Bolsa, dos pregões de venda eletrônica.

Como negociar: Após realizar o credenciamento por uma corretora da Bolsa Brasileira de Mercadorias, tanto o comprador como o vendedor poderão visualizar seus lances no sistema eletrônico via internet com total segurança.

Como comprar: A corretora associada à Bolsa Brasileira de Mercadorias vai acompanhar o leilão, como representante do comprador e ofertar os lances que poderão resultar na compra do arroz que o comprador necessita.

Entrega contra pagamento: Os compradores realizam os pagamentos diretamente na conta de liquidação da Bolsa Brasileira de Mercadorias. Após a constatação do pagamento e o aceite do comprador, a Bolsa comunica o vendedor autorizando-o a entregar o produto. Após a entrega ao comprador, a Bolsa providencia a transferência do pagamento ao vendedor, em um processo de liquidação conhecido como DVP, sigla em inglês que significa "entrega contra pagamento".

Vantagens
• Segurança e confiabilidade das negociações eletrônicas via internet;
• Corretoras associadas à Bolsa proporcionam total assessoria aos compradores e vendedores;
• Juízo Arbitral – Resolve controvérsias de qualquer natureza, oriundas de contratações celebradas no âmbito da Bolsa por seus associados e por terceiros.
• Pagamento antecipado à entrega através da conta de liquidação da Bolsa;
• Maior número de compradores via o sistema da Bolsa;

Foto: AgroEffective ver mais notícias