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Produtores rurais usam novos tipos de cisternas para plantio de alimentos em meio à seca

A escassez de água tem levado produtores rurais de diferentes regiões do país a usarem novos tipos de cisternas para manter ativo o plantio de alimentos.

A chamada cisterna calçadão é uma das novidades que têm ajudado produtores do semiárido a lidar com as dificuldades impostas pela falta d'água. A técnica se baseia na captação da chuva por meio de um calçadão de cimento de 200 m², construído sobre o solo. Com o calçadão, 300 mm de chuva são suficientes para encher a cisterna, que tem capacidade para 52 mil litros.

Por meio de canos, a chuva que cai no calçadão escoa para a cisterna, construída na parte mais baixa do terreno e próxima à área de produção. A água captada pode ser usada para irrigar quintais produtivos, plantar fruteiras, hortaliças e plantas medicinais, além da criação de animais.

Diante da crescente escassez de água, um outro tipo de cisterna que vem sendo usada por produtores brasileiros é a telhadão. A cisterna telhadão tem o mesmo objetivo que a cisterna calçadão, com a diferença na forma da estrutura de captação da água da chuva. Como o nome sugere, a segunda usa o telhado da estrutura de alvenaria para a captação.

A principal vantagem da cisterna telhadão é que a parte interna da estrutura de alvenaria construída para captar água da chuva pode ser usada com diferentes finalidades, desde a estocagem de sementes, forragens e ferramentas, até a implantação de um projeto produtivo ou um espaço de convívio para a comunidade local.

Com o apoio do Programa Água Brasil, uma iniciativa do Banco do Brasil em parceria com WWF, Agência Nacional de Águas e Fundação Banco do Brasil, serão construídas neste ano 14 cisternas telhadão para apoiar o cultivo de alimentos de 45 famílias agricultoras na cidade de Pedro II (Piauí).

Na Bacia do rio Peruaçu, em Minas Gerais, mais de 20 famílias agricultoras foram capacitadas pelo Programa Água Brasil para receber uma cisterna calçadão em suas propriedades. Este ano, outras 14 famílias foram selecionadas para também passar a contar com esse recurso para o plantio de alimentos.

Os benefícios desses dois modelos incluem o aumento do plantio em épocas que antes não era possível produzir e também uma possível melhora na qualidade dos alimentos, já que muitos produtores acabam utilizando água de fontes inapropriadas para regá-los quando não há recursos hídricos disponíveis.

Sobre o Água Brasil

Em 2010, de uma parceria entre Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, WWF-Brasil e Agência Nacional de Águas surgiu o Água Brasil, um Programa que dissemina práticas sustentáveis nas cinco regiões do País, com projetos em sete bacias hidrográficas ecinco cidades.

Estruturado em quatro eixos de atuação - projetos socioambientais, comunicação e engajamento, mitigação de riscos e novos negócios -, o Programa tem por principal objetivo contribuir para a conservação dos recursos hídricos, garantindo a segurança hídrica e alimentar da população.

O Água Brasil atua no âmbito rural e urbano com projetos voltados para a busca da melhoria da qualidade e da quantidade de oferta de água por meio de boas práticas no campo e, nas cidades, tem o papel de conscientizar a população sobre o consumo responsável, descarte correto dos resíduos e a redução da pegada ecológica que auxilia também na proteção dos recursos hídricos.

Por fim, o Programa visa ainda aprimorar a mitigação de riscos socioambientais no processo de análise de riscos do Banco do Brasil, assim como identificar novas oportunidades de negócios sustentáveis.

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