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Programa de Recebimento de Embalagens inicia roteiro pelo Noroeste gaúcho

  • 11/03/2016 |
  • Cristina Severgnini

Os caminhões do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Produtos Fitossanitários iniciam segunda-feira, dia 14 de março, o roteiro pela região Noroeste do Rio Grande do Sul. Nesta etapa serão atendidos 128 municípios, em cronograma que irá até o dia 5 de maio. Os primeiros locais atendidos serão São Paulo das Missões e Porto Lucena. No dia 15, as equipe de recebimento de embalagens estarão em Porto Vera Cruz, Santo Cristo, Alecrim, Porto Mauá e Tuparendi. Já no dia 16, os veículos passarão por Doutor Maurício Cardoso, Novo Machado e Horizontina. O roteiro completo está disponível no site do SindiTabaco (www.sinditabaco.com.br).

Com 16 anos de atuação, o programa é exemplo de logística reversa. Com ele, os produtores integrados de tabaco têm dia, hora e local marcados para se desfazerem das embalagens vazias de defensivos, inclusive aquelas de produtos usados em outras culturas. A ação é permanente e itinerante passando por 563 municípios do Rio Grande o Sul e de Santa Catarina. Desenvolvido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, com o apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o programa já possibilitou o recebimento de mais de 12,3 milhões de embalagens desde o ano 2000. O trabalho abrange 2,3 mil pontos de coleta, atingindo mais de 130 mil produtores de tabaco, que recebem os convites/avisos com orientações sobre os locais de entrega das embalagens.

Para o presidente do SindiTabaco, o Programa de Recebimento de Embalagens se constitui em um grande facilitador aos produtores para o cumprimento da legislação que trata da correta destinação das embalagens de defensivos. "Eles podem entregar tanto as embalagens dos produtos usados no tabaco, como os utilizados em outras culturas, já que são agricultores diversificados", diz. Estudos da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), demonstram que o tabaco é a cultura comercial que menos emprega defensivos. A lavoura do tabaco utiliza atualmente apenas 1,1 quilo de ingrediente ativo por hectare, enquanto em outras culturas, esse volume pode chegar a 70 quilos por hectare.

E o coordenador do programa, Carlos Alberto Sehn, lembra que a coleta de dados ficou mais fácil e precisa desde 2015, quando o sistema de recebimento de embalagens passou a contar com o uso de tablets para o registro de dados e emissão dos comprovantes aos agricultores. As anotações passaram a ser feitas em um aplicativo desenvolvido especialmente para o programa, pelo qual também ocorre a impressão dos documentos entregues aos produtores.

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