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Projeto Fazendinha é referência em oferta de cursos do Senar/MS em Dourados

  • 03/12/2015 |
  • Famasul

Referência estadual em capacitações voltadas ao setor rural, o projeto Fazendinha, idealizado pelo Sindicato Rural de Dourados, oferece no espaço dividido em unidades de produção, condições para realização de aulas práticas do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, instituição que compõe o Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS. Em 15 anos de funcionamento, 3,5 mil trabalhadores rurais já foram qualificados e com a revitalização da estrutura física promovida este ano, cerca de 50 cursos foram concluídos, além de encontros promovidos com produtores participantes dos programas de assistência técnica Mais Leite e Hortifruti Legal.

O espaço localizado nas dependências do parque de Exposições João Humberto de Carvalho em uma área de cinco hectares, conta com salas de aulas, cozinha industrial e um pomar com diversas variedades de frutas. O objetivo inicial do projeto Fazendinha foi promover o contato dos alunos com situações reais de plantio e manejo em fruticultura. Na avaliação do presidente do sindicato, Lúcio Damalia, com a reforma, o local pode se tornar uma vitrine no plantio de hortifrutigranjeiros. “Os encontros do Hortifruti Legal já começaram e os participantes terão oportunidade de acompanhar práticas fundamentais para produção. Nosso Estado possui clima e solo adequados para produzir leguminosas, frutas e hortaliças, então resolvemos estimular a produtividade local com apoio do Senar/MS”, ressalta.

Segundo o coordenador técnico da equipe de mobilização dos cursos, Carlos Humberto Flores, a efetividade do trabalho no sindicato de Dourados é comprovada pela propaganda feita pelos próprios concluintes. “Temos uma equipe dedicada e que se empenha por oferecer um atendimento de qualidade aos produtores e trabalhadores rurais. Atuamos com várias parcerias em cooperativas, agroindústrias, propriedades rurais e o resultado é que muitos alunos acabam indicando as capacitações para outros”, explica.

Satisfação garantida

A responsável pelo departamento feminino da Cooperativa Copacentro - Cooperativa Agropecuária do Centro Oeste Ltda, Zenaide Matiko Sumioka, relata que os cooperados participam das qualificações desde 2013 e a aprovação foi total. “Lembro que o primeiro curso foi fabricação de Produtos de Limpeza, depois Inclusão Digital Rural, Controle de Formigas Cortadeiras e Cultivo de Orquídeas. O pessoal gostou muito e já planejamos solicitar mais qualificações voltadas às trabalhadoras rurais em 2016”, revela.

O técnico em informática, Antônio Marcos Barreto, conta que possui uma chácara próxima à Vila Vargas e que procurou o curso de Operador de Motoserra para realizar pequenos reparos na propriedade. “Eu comprei uma máquina e não sabia operar, então para não correr riscos fui até o sindicato e me inscrevi no curso. A experiência foi tão boa que eu e minha esposa participamos de outros e só tenho a parabenizar todos os envolvidos, pois, os conhecimentos vão além da técnica e abordam temas importantes como dicas de saúde e qualidade de vida”, pontua.

Projetos em andamento

Damalia explica que na atualidade as transformações são muito rápidas, por isso é preciso que o setor rural procure atualização frequente. “A tecnologia embarcada se desenvolveu muito nos últimos anos e há uma carência por técnicos especializados. Então, os jovens que saem da faculdade ou dos colégios agrícolas precisam estar conectados com as novidades. O Senar/MS cumpre o papel de aproximar o conhecimento da classe produtora e somos parceiros neste trabalho”, argumenta.

Um dos integrantes da equipe que implantou o Fazendinha em Dourados é o superintendente regional do Senar/MS, Rogério Beretta. Ele avalia a importância do projeto para a região, considerada um dos maiores polos agroindustriais de Mato Grosso do Sul. “É gratificante ter participado deste projeto e comprovar o quanto cresceu em menos de duas décadas. O espaço físico atende várias frentes de capacitação do Senar, sendo possível atender as aulas teóricas, práticas e de industrialização da produção obtida no campo. Os números comprovam a evolução no atendimento, do ano passado para cá houve um crescimento de 40% na quantidade de turmas e concluintes”, finaliza.

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