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Safra recorde de grãos é anunciada pela Emater/RS-Ascar

  • 10/03/2016 |
  • Adriane Bertoglio Rodrigues

A Emater/RS-Ascar reavaliou as estimativas das produtividades esperadas e a área efetivamente plantada para a Safra de Verão 2015/2016 e a análise desses números mostrou surpresas positivas, apesar de prejuízos em casos pontuais, provocados por algumas inconstâncias climáticas em áreas localizadas. De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Instituição, caso se confirme estes números preliminares, o Estado poderá colher uma safra (produção) de grãos de verão praticamente igual à do ano passado, a maior obtida até hoje. O anúncio foi feito pelo presidente da Emater/RS, Clair Tomé Kuhn, na última terça-feira (08/03), durante café da manhã para a imprensa, realizado na Expodireto, que acontece em Não-Me-Toque até esta sexta-feira (11/03).

O destaque positivo fica com a cultura da soja, cuja área plantada aumentou em 3,92%, podendo o Estado alcançar 5,4 milhões de hectares plantados. Aliado à excelente produtividade média, estimada atualmente em 2.938 kg/ha, a produção projetada chega a 16 milhões de toneladas. Este número, se confirmado, colocará a atual safra de soja como a maior até hoje obtida no Estado, superando, inclusive, a do ano passado, quando, segundo o IBGE, foram obtidas 15,7 milhões de toneladas. Atualmente, 5% das lavouras de soja foram colhidas, 22% estão maduras e por colher, 72%, em enchimento de grãos, e 1% da área ainda está em floração.

Como muitos produtores migraram do milho para a soja, a área do milho foi reduzida em 12,94%. Apesar da irregularidade climática ocorrida, a produtividade desta safra (6.302 kg/ha), se confirmada, será 3,40% menor que a do ano passado, a maior até hoje alcançada no RS, e a produção recua 15,89%, podendo se esperar uma produção de 4,7 milhões de toneladas. Atualmente, 53% das lavouras de milho foram colhidas, 27% estão maduras e por colher, 18% estão em enchimento de grãos, 1% está em floração e 1%, em desenvolvimento vegetativo.

No feijão também foi confirmada a tendência de redução de área em relação à safra passada, ficando 2,94% menor. A produtividade, se confirmada (1.557 kg/ha), será uma das maiores até hoje alcançadas, possibilitando que, apesar da diminuição de área, a produção aumente em 7,07% em relação ao ano passado, alcançando 65 mil toneladas este ano. Apesar de problemas pontuais em decorrência do clima, regiões importantes como as regionais de Caxias, Passo Fundo e Erechim compensaram positivamente com produtividades médias próximas de 2 mil kg/ha.

No arroz, o levantamento confirmou a diminuição da área cultivada em relação à safra passada, que deverá ser de 5,62%, projetando um total de 1,064 milhão de ha. A produção também deverá ser 8,58% menor que a do ano passado, por conta da diminuição de 3,67% na produtividade, totalizando 7,934 milhões de toneladas. No momento, a cultura se encontra com 13% da área colhida, 30% das lavouras maduras e por colher e 38% em enchimento de grãos.

“Apesar dessa excelente produção, em algumas regiões produtoras foram registrados casos pontuais de perdas em decorrência de geadas tardias, chuvas intensas e deficiência hídrica, entre outros problemas climáticos”, analisa Kuhn, ao antecipar que os números apresentados não são definitivos e sofrerão alterações, pela quantidade de área a ser colhida, não significativas, mantendo a expectativa de uma boa safra.

Citros - Tem continuidade a colheita da bergamota Satsuma, fruta que abriu a colheita de cítricos no Vale do Caí no início de março. A bergamota Satsuma é de origem japonesa, com pouca acidez e sem sementes. Até o momento, 15% das frutas foram colhidas. Nesta época, a atividade mais intensa entre os citricultores é o raleio das frutinhas verdes das bergamotas das variedades Caí, Pareci e Montenegrina. Esta prática é fundamental para conferir qualidade às bergamotas, pois a retirada de parte das frutas verdes, no início do seu crescimento, permitirá às frutas um melhor desenvolvimento, atingindo um diâmetro maior e com melhor qualidade.

Pastagens - As últimas chuvas aliadas à alta insolação proporcionam boa disponibilidade forrageira das pastagens anuais e perenes cultivadas, bem como no campo natural, aumentando a produtividade. No entanto, pastagens cultivadas de verão, principalmente milheto e capim sudão, se aproximam do final do ciclo por estarem em fase de maturação, tornando-se mais fibrosas. Esta época é ideal para ser feito o diferimento no campo nativo, visando melhorar o banco de sementes para os próximos anos. Em regiões mais frias, começa o preparo do solo para implantação das pastagens cultivadas de inverno.

Piscicultura e pesca artesanal - A semana foi normal para a atividade no Estado, com alta taxa de renovação de água dos açudes. O clima foi de temperaturas altas, favoráveis ao metabolismo e desenvolvimento dos peixes. É importante salientar que a piscicultura é uma atividade complementar nas propriedades rurais, apesar dos excelentes resultados econômicos que pode gerar. Há procura por peixes, mas a oferta continua baixa, pois os produtores se preparam para as feiras do peixe vivo e comercialização direta nas propriedades, durante a Semana Santa, que acontece já na próxima semana.

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