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Seminário reúne multiplicadores, produtores e técnicos de trigo no Paraná

  • 15/04/2016 |
  • Daniela Wiethölter Lopes

Foto: Grupo Cultivar

Com chuvas e temperaturas dentro da média, a indicação para a safra de trigo de 2016 é escalonamento na semeadura e posicionamento de cultivares com maior nível de resistência a brusone. Os indicativos e previsões para a próxima safra de trigo foram apresentadas durante o Seminário Técnico Biotrigo, em Campo Mourão, no Paraná. O evento reuniu mais de 200 técnicos, multiplicadores de sementes, produtores e cooperativas licenciadas Biotrigo do Paraguai, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Apesar de 2015 ter sido um ano com chuvas acima da média, a safra no Paraná obteve bons rendimentos. Segundo o Gerente Regional Norte da Biotrigo, Fernando Wagner, 2015 foi marcado por resultados acima dos padrões no Paraná, mesmo com a pressão de bacteriose, mancha foliar e brusone. "Mais do que nunca, reforçamos que os produtores devem seguir as indicações de plantio e manejo para cada localidade", disse.

Para 2016, a situação climática deve ser mais tranquila quanto às chuvas, mas preocupa quanto à possibilidade de ocorrência de geadas. O agrometeorologista da Somar Meteorologia, Marco Antônio dos Santos, apresentou as condições climáticas para todo o Brasil, América do Sul e América do Norte. De acordo com ele, diferentemente dos últimos 3 anos, os próximos 6 meses serão marcados por um clima dentro da neutralidade, já se encaminhando para uma La Niña que deverá se configurar entre os meses finais do ano e começo de 2017. “O outono/inverno será marcado por chuvas dentro da média e temperaturas abaixo da média em praticamente todas as regiões produtoras de trigo do Brasil", explicou. Assim, o risco neste ano não será o excesso de chuvas, mas sim, o frio. “Em anos que não há uma influência do El Niño, as massas de ar polar conseguem entrar no Brasil com maior frequência e até mesmo com maior intensidade", finalizou.

O trigo na rotação de culturas

"A viabilidade financeira e sustentável de uma propriedade agrícola depende da utilização integral dos solos nas diversas estações do ano, através da diversificação e rotação das culturas", disse o professor e doutor em agronomia, Elmar Luiz Floss. O consultor em agronegócios falou sobre o trigo no sistema de produção. A cultura de inverno aumenta o rendimento da soja porque a maior parte do Nitrogênio é exportado pelos grãos e cerca de 60kg/ha de N podem ser absorvidos pela cultura de sucessão. "Além disso, o trigo é um forte aliado para o controle mais eficiente de pragas, doenças e plantas daninhas", ressaltou.

Cultivares TBIO

No evento, duas cultivares desenvolvidas pela Biotrigo Genética foram apresentadas. Conforme o engenheiro agrônomo, Deodato Matias Junior, supervisor da regional Norte da Biotrigo Genética, os quatro pilares da TBIO Sossego são a sanidade de espiga, a sanidade foliar, o alto teto produtivo e a qualidade industrial. A cultivar leva esse nome porque facilita o gerenciamento do manejo fitossanitário. "O Sossego não tem similar no mercado, perdoa mais fácil nossas limitações e atrasos, mas não dispensa fungicida", alertou. A cultivar já está disponível para o plantio.

Já o TBIO Energia I, lançamento do ano, é primeira variedade brasileira específica para a produção de silagem e pré-secado para gado de leite e de corte. A cultivar apresenta não só as características necessárias para condução de lavoura, mas também as características bromatológicas, para a alimentação animal. De acordo com o mestre em zootecnia e Técnico em Novos Negócios da Biotrigo Genética, Ederson Luis Henz, ela é direcionada para um nicho de mercado que precisa de um alimento altamente energético, fonte de amido e proteína dentro de uma dieta do animal. “Financeiramente você reduz o custo e produz muito mais", finalizou. A semente básica começa a ser distribuída em 2017.

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