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Tecnologia ajuda a preservar a qualidade dos grãos de café durante a colheita

  • 02/10/2015 |
  • Andrea Beller
O café produzido nas fazendas do Grupo Grossi, em Patrocínio (MG), é exportado para países como Itália, Japão e Estados Unidos. Para atender à clientela exigente, José Carlos Grossi, um dos pioneiros no cultivo do café no Cerrado brasileiro, investe em tecnologia para aumentar a eficiência da colheita e preservar seu maior patrimônio: a lavoura. Para a safra deste ano, ele decidiu ampliar a frota de colhedoras, adquirindo cinco modelos Coffee Express 200 da Case IH.

Atualmente, o Grupo Grossi possui mais de 2.700 hectares de café e 100% da colheita é mecanizada. “O rendimento da máquina, a preservação da qualidade dos grãos e os baixos danos causados às plantas na hora da colheita são fatores importantes na hora de escolher os equipamentos, por isso testamos e comparamos os resultados de várias marcas”, explica José Carlos, que tem uma frota com 16 colhedoras. Com a nova aquisição, sete são da Case IH.

O diferencial da Coffee Express 200 está no sistema de colheita totalmente hidráulico, que combina alta tecnologia e simplicidade na hora dos ajustes. De dentro da cabine se define a amplitude e frequência de vibração das varetas, permitindo que o produtor opte pela colheita plena ou seletiva dos frutos. De acordo com Alberto Almeida, especialista de Marketing da Case IH, outro fator que ajuda na eficiência de derriça, colheita e preservação da lavoura é o número maior de varetas do sistema de derriça, 21% a mais do que o principal concorrente. “O operador também pode regular a velocidade das esteiras do sistema de recolhimento, de acordo com a carga pendente das plantas, e a angulação dos recolhedores ou fish plates, reduzindo significativamente as perdas de grãos no chão.”

Patrocínio é referência nacional no cultivo do café. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município responde por 2% da produção do fruto no país. Porém, quando chegou em Patrocínio, em 1972, José Carlos teve que superar a falta de estrutura e apostar no plantio de café num solo considerado pobre. “Naquela época não havia pesquisa de fertilidade ou de equilíbrio nutricional do solo e as variedades não se adaptavam bem à região, foi um desafio muito grande”, afirma. Hoje, o Grupo Grossi, colhe aproximadamente 100 mil sacas ao ano de variedades de alta qualidade, como o arábica.

Foto: Luís Adolfo Fonseca Júnior ver mais notícias