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Teste sensorial aponta nova cultivar de pêssego com maior estabilidade para indústria

  • 11/03/2016 |
  • Cristiane Betemps

Foto: Paulo Lanzetta - Quatro seleções foram avaliadas, entre elas há uma que tem apresentado alta estabilidade de produção e é de maturação precoce.

A Embrapa Clima Temperado (Pelotas,RS) recebeu representantes da cadeia produtiva do pêssego para realização de um teste sensorial de uma nova seleção de pêssego. Durante o dia 8 de março, quatro seleções de pêssego de maturação precoce, já avaliadas à campo e em laboratório, foram experimentadas para buscar a de melhor estabilidade de produção. Alguns aspectos sensoriais - aparência, cor, sabor e textura - foram quesitos de avaliação.

A pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira explicou que nos últimos anos, a safra do pêssego tem sido prejudicada por condições climáticas adversas. " Uma das cultivares que tem causado perdas aos produtores é a cultivar Bonão, pois a sua necessidade de frio é muito baixa e , principalmente, se não houver um ótimo cuidado pós colheita, e as folhas cairem cedo, as plantas florescerão antecipadamente", disse.

Segundo a pesquisadora, a Embrapa vem buscando soluções ao problema e uma alternativa é a nova seleção conserva 1380 que tem apresentado melhor estabilidade de produção. "Esta juntamente com mais outras três, também de maturação precoce, foram apresentadas e, embora já tenha algumas avaliações, faltava o final: a opinião das pessoas que fazem as conservas para saber o comportamento na linha de produção", pontuou.

As empresas parceiras desta edição, que estão colaborando nos testes, são Doces Crochemore e Ollé. "Nosso planejamento é lançar em dia de campo, numa unidade de observação, provavelmente em novembro", adiantou. Enquanto isso, a possível nova cultivar participará de um avaliação do produto final. Na ocasião foram apresentados também os dados de agronômicos e a comparação com as cultivares atualmente plantadas e de mesma época de maturação.

Os testes sensoriais, classificados como mais simples, foram aplicados pela professora aposentada da UFPel e colaboradora da Embrapa, Rosa Treptow.

Participaram da atividade seis indústrias de processamento de pêssego de Pelotas, representantes da CAFSul, Sindocopel, Emater, Associação de Produtores de Pêssego e produtores parceiros com unidades de observação.

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