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Transgenia é tema de palestra no estande da UPF na Expodireto

  • 10/03/2016 |
  • UPF

Foto: Divulgação

O Brasil é o país que mais cresce em área para produção de transgênicos. Aqui, já foram liberados 29 eventos transgênicos de milho para a comercialização. Onze dessas liberações são recentes e datam de 2015. Conforme a professora pesquisadora do Laboratório de Biotecnologia Vegetal da Universidade de Passo Fundo (UPF), Magali Grando, os genes mais comuns para resistência a insetos em plantas são versões do gene bt, que conferem proteção contra lagartas, no entanto, o uso contínuo desse gene pode levar à resistência dos insetos. Diante dessa realidade, pesquisas sobre novas estratégias e alternativas vêm sendo realizadas para controle de insetos na lavoura.

Para ampliar o conhecimento acerca da produção de plantas transgênicas e desenvolvimento de novos produtos tecnológicos para resistência a insetos pragas de milho, o Laboratório de Biotecnologia Vegetal da UPF promoveu, nessa quarta-feira, dia 9 de março, no estande da UPF na Expodireto, uma palestra com o tema “Transgenia na luta contra insetos pragas”. De acordo com a professora Magali, que coordena a pesquisa, as novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas e testadas no Laboratório de Biotecnologia Vegetal por alunos de pós-graduação em Agronomia e com o apoio financeiro do governo do estado do Rio Grande do Sul, por meio do Polo de Inovação Tecnológica.

Segundo ela, o Laboratório de Biotecnologia Vegetal da UPF vem estudando o peptídeo entomológico Jaburetox para controle de insetos do milho, o qual está sendo introduzido nesta cultura pela engenharia genética. Outra estratégia que está sendo desenvolvida é o uso do silenciamento de genes de insetos mediante o mecanismo de RNA de interferência (RNAi). “O silenciamento de genes vitais ao inseto resulta na redução da proteína alvo e causando, consequentemente, mortalidade e efeitos deletérios no desenvolvimento do inseto-praga alvo”, destacou. A palestra reuniu estudantes e produtores visitantes da Expodireto.

Plantio de transgênicos
Um recorde de 181,5 milhões de hectares de variedades transgênicas foi cultivado mundialmente em 2014. Nessa produção, o Brasil ocupa o segundo lugar (depois dos Estados Unidos), com uma área de 42,2 milhões de hectares de soja, milho e algodão, o que representa um crescimento de 4,7% em relação à safra anterior. Em 2014, somente na produção de milho, o Brasil cultivou 12,5 milhões de hectares.

No ranking mundial de adoção de biotecnologia agrícola, o campeão é os Estados Unidos (73,1 milhões de hectares), seguido por Brasil, Argentina (24,3 mi/ha), Índia (11,6 mi/ha), Canadá (11,6 mi/ha) e China (3,9 mi/ha).

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