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Treinamento para setor de serviços marca a nova fase da Rede de Agricultura de Precisão

Foto: Luiza Stalder

Uma capacitação sobre o emprego da agricultura de precisão para profissionais da indústria de máquinas e implementos agrícolas marca o anúncio e a primeira ação da 3ª fase da Rede de Agricultura de Precisão, aprovada recentemente. A oficina foi realizada nesta sexta-feira (09/09), a partir das 8h30, na Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP).

Além de palestras, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer e presenciar a demonstração de diversas tecnologias destinadas ao segmento, como o Agribot, um robô agrícola de dois metros de altura por três metros de comprimento, totalmente automatizado que, sobre quatro rodas, se desloca sozinho no meio da plantação, carregando sensores de diagnóstico de plantas e solos. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a USP, campus São Carlos.

A parte prática da oficina foi no Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão (Lanapre), no período da tarde. O laboratório conta com infraestrutura para, num só local, pesquisar e desenvolver equipamentos, sensores, componentes mecânicos e eletrônica embarcada.

Com a expertise adquirida desde os anos 90 e fortalecida com a criação da primeira Rede de Agricultura de Precisão, em 2001, a Embrapa tem atendido solicitações de empresas públicas e privadas para realizar capacitações na temática em diferentes regiões do Brasil e para diversos níveis de profissionais.

No entanto, é a primeira vez que realiza uma oficina de mercado para uma categoria que está na ponta da cadeia do setor de serviços, àquela que terá a responsabilidade de indicar a ferramenta adequada ao produtor interessado em empregar os conceitos de agricultura de precisão na propriedade.

"Procuramos a Embrapa, porque é referência em utilização de tecnologia para melhoria contínua na produção de alimentos nacional. Nesse evento, vamos abordar técnicas empregadas na nossa linha de plantio, por meio de parceiros, permitindo a eles um posicionamento de tendências do mercado, de acordo com as necessidades dos nossos agricultores", diz Raul Fernando Capparelli, gerente nacional de vendas da Baldan Implementos Agrícolas S/A, empresa fundada há 88 anos em Matão (SP).

Parceria fundamental
O compartilhamento do conhecimento - postura que já vinha sendo adotada nas fases anteriores - terá prosseguimento e deverá ser fortalecido nesta 3ª fase, de acordo com o líder da Rede de Agricultura de Agricultura, Ricardo Inamasu, pesquisador da Embrapa Instrumentação. "O setor de serviços é um parceiro importante e fundamental na condução dos conceitos de agricultura de precisão, porque é este segmento que o produtor vai buscar na hora de adquirir uma máquina ou algum implemento que utilize a técnica", afirma.

Na fase 2 da Rede de Agricultura de Precisão, dos 50 parceiros 33 eram do setor privado. Dos 15 campos experimentais, sete foram conduzidos em propriedades privadas, com apoio expressivo em atividades de campo. "O estabelecimento de parcerias é dinâmico e pode ser resgatado na fase 3 da rede, de acordo com necessidades e conveniências", acrescenta Inamasu.

Fase 3
A 3ª fase da Rede de Agricultura de Precisão, que vai até setembro de 2020, é composta de 216 membros, sendo 161 pesquisadores de 26 Unidades da Embrapa e 55 parceiros de 29 instituições, incluindo universidades e empresas privadas.

Inamasu adianta que a fase 3 da rede pretende dar um passo além e impactar na aceleração do processo de adoção e implementação da agricultura de precisão. "Paralelamente à formação de novos profissionais no campo, a proposta do projeto atual é encontrar soluções, via pesquisa, desenvolvimento e inovação, que o setor produtivo possa absorver rapidamente", afirma.


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