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VBP da agropecuária em MS deve ultrapassar R$ 25 bilhões no próximo ano

Ainda resistente aos efeitos da atual crise econômica, a agropecuária em Mato Grosso do Sul deve registrar números positivos em 2016. A previsão do Departamento Econômico do Sistema Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS é de que o VBP - Valor Bruto de Produção do setor encerre o próximo ano na casa dos R$ 25 bilhões, resultado superior aos valores contabilizados nos anos anteriores. A informação foi divulgada na coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (9/12), na sede da Casa Rural.

O Valor Bruto da Produção é o resultado da multiplicação das quantidades de produtos vendidos pelos seus preços, ou seja, o faturamento bruto de todas as unidades produtoras, mais os valores de produtos que não são comercializados, mas que tem preços imputados, como por exemplo, autoconsumo dos produtores rurais. O VBP projetado para 2016, de R$ 25 bilhões, é aproximadamente 11% maior que o patamar apontado para 2015, de R$ 22,8 bilhões.

Para a gestora do Departamento Econômico do Sistema Famasul, Adriana Mascarenhas, apesar da projeção positiva, o setor poderia ter um desempenho melhor senão fosse a atual conjuntura econômica. "O agronegócio não é imune à crise, porém por ser um setor altamente eficiente e competitivo tem apresentado certa vantagem diante de outros setores e é por isso que continuamos crescendo. É preciso que o produtor fique atento e bem informado já que em 2016 os custos de produção, influenciados pela alta do dólar, devem deixar a margem de lucro mais estreita", salienta.

Em relação a 2014, quando o VBP da agropecuária somou R$ 20,3 bilhões, o incremento é de 24,5% em comparação ao que é esperado para 2016. Especificamente para a pecuária, a projeção é que o VBP some R$ 9,3 bilhões. Enquanto que para a agricultura, o esperado é que o indicador atinja cerca de R$ 16 bilhões. Os dois segmentos ultrapassarão os números dos anos anteriores, segundo as informações do Sistema Famasul.

A agricultura, composta pelos dados referentes à soja, milho, cana-de-açúcar e silvicultura, responde por 63,2% da formação do VBP, enquanto que o complexo pecuário, que abrange bovinos, leite, aves e suínos, responde por 36,8%.

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