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Visita à BR-163 avalia trechos com má qualidade e expansão da iniciativa privada

  • 21/01/2016 |
  • Aprosoja

O coordenador da Comissão de Logística da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, e o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, avaliaram como “péssimos” alguns trechos da BR-163 visitados entre o dia 14 e 17 de janeiro. Todos estão no estado do Pará.

De acordo com Ferreira, os trechos em que as pavimentações são mais antigas estão esburacados. Além deles, faltam pavimentações. “Nós saímos de Sinop, em Mato Grosso, e de lá até Miritituba está faltando 104 quilômetros de pavimento. Depois, de Miritituba até Santarém, faltam mais 88 quilômetros de pavimento. É importante frisar, no entanto, que nos trechos não pavimentados há manutenção”, destaca o diretor executivo.

Tanto Galvan como Ferreira lembram que de forma geral os locais não pavimentados não estão em estado ruins como os pavimentados devido ao período de seca. “Não sabemos como ficará a situação quando as chuvas realmente começarem por ali”, explica Ferreira.

No caso das Estações de Transbordo de Carga (ETC), as avaliações são positivas. A Bunge e a Bertolini, por exemplo, estão em pleno funcionamento. As empresas Hidrovias do Brasil e Cianport devem começar a funcionar em fevereiro e julho, respectivamente. No caso da Cargill, a expectativa é que mais para o fim do ano comece o funcionamento pleno.

De acordo com a Aprosoja e o Movimento Pró-Logística, as possibilidades em Miritituba refletem na ampliação do escoamento. Em 2015 a capacidade girava em 5,5 milhões de toneladas, sendo que 2,9 milhões foram efetivamente escoados. Com o pleno funcionamento da iniciativa privada, serão 7 milhões de toneladas.

Um novo trecho

Miritituba fica no município paraense de Itaituba e desde 2010 vem sendo visitado pela Aprosoja e o Movimento Pró-Logística. Pela quantidade de empresas instaladas nos últimos anos, o local é visto como importante rota de escoamento dos grãos vindos, principalmente, da região Leste de Mato Grosso.

Em avaliação feita ao fim do ano passado, o problema, no entanto, era exatamente que a iniciativa privada estava avançando, enquanto as obras públicas, principalmente das rodovias que levam até Miritituba, não avançavam.

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