Revista Cultivar Grandes Culturas

Edição 117 | Fevereiro 2009

Revista Cultivar Grandes Culturas
 

Lagarta-da-maçã em soja

A lagarta-da-maçã (Heliothis virescens), comum nas lavouras de algodão, começa a preocupar produtores de soja no Centro-Oeste brasileiro. A rotação constante entre as duas culturas na região pode estar entre as causas. O ataque, principalmente nas fases posteriores ao início do florescimento, destrói flores, folhas, vagens e grãos

O agroecossistema utilizado no Centro-Oeste é um ambiente favorável à multiplicação de pragas. Nele prevalece um sistema de produção em que a soja é a principal cultura a se estabelecer na grande maioria das áreas, podendo ser rotacionada ou não. Após a colheita da soja, a mesma área recebe uma cultura de cobertura ou então permanece em “pousio”.

Neste sistema de cultivo, o algodão é a cultura que geralmente entra em rotação com a soja, sendo esta área variável ano a ano, principalmente por questões econômicas. No ambiente as pragas têm se adaptado e encontrado hospedeiros durante o ano todo. Aliado a isso, outros fatores como condições climáticas favoráveis, altas temperaturas e inverno ameno se tornam ideais para a multiplicação dos insetos.

A cultura da soja está sujeita ao ataque de vários insetos desde a germinação à colheita e como parte do Manejo Integrado de Pragas (MIP) é de grande importância que ao se tomar a decisão de controle isso seja feito com base em princípios como amostragens, nível de dano, tamanho de insetos e estádio de desenvolvimento da cultura.


O texto acima é resumo de matéria publicada na versão impressa.

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