Revista Cultivar Grandes Culturas

Edição 117 | Fevereiro 2009

Revista Cultivar Grandes Culturas
 

Situação da ferrugem na soja

Atraso no início dos focos de ferrugem asiática e dispersão mais lenta apontam que a forte estiagem que castiga as áreas produtoras de soja no Brasil ajudou a minimizar os riscos da doença, cuja agressividade aumenta em situações de umidade e calor. No entanto, o produtor deve se manter alerta e monitorar regularmente as lavouras para prevenir sobressaltos e prejuízos

Desde a sua ocorrência na safra 2001/2002 até a última safra de 2007/2008, estima-se que a ferrugem asiática da soja tenha onerado o Brasil em mais de US$ 10 bilhões, contabilizadas as perdas de produtividade e o custo para o controle da doença. Atualmente, o emprego de fungicidas tem sido o principal método adotado. O momento da aplicação dos produtos é crucial e deve ocorrer na ocasião em que são detectados os primeiros sintomas da ferrugem ou preventivamente, o que exige monitoramento constante para não deixar a doença se alastrar na lavoura.

DISPERSÃO

Nesse momento (fevereiro de 2009), a maioria das lavouras semeadas no início da época recomendada encontra-se na fase reprodutiva, quando aumenta a probabilidade de incidência da doença. O monitoramento deve ser intensificado após o florescimento nas lavouras que se encontram nas regiões próximas de ocorrência da ferrugem e naquelas com maior tendência de continuidade de chuvas. Recomenda-se monitorar, ainda, áreas que já receberam a primeira aplicação, para promover reaplicações observando-se a previsão das condições meteorológicas locais para os próximos dias.

O Consórcio Antiferrugem (CAF) contabilizou, até o dia 2 de fevereiro de 2009, a ocorrência da ferrugem da soja em 11 estados brasileiros (Goiás, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina), totalizando 477 ocorrências da doença. Desse total, 441 são em lavouras comerciais, 13 em unidades de alerta, cinco em soja voluntária, três em semeadura sob irrigação e 14 em ensaio. Em lavouras comerciais, havia sete ocorrências no estádio vegetativo, sendo a maioria detectada no estágio reprodutivo, principalmente o R5, com 256 ocorrências. A localização dos focos pode ser acompanhada no site do CAF (www.consorcioantiferrugem.net).


O texto acima é resumo de matéria publicada na versão impressa.

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