Revista Cultivar Hortaliças e Frutas

Edição 54 | Fev/Mar-09

Revista Cultivar Hortaliças e Frutas
 

Mosca-das-frutas em maçã

O grande número de plantas hospedeiras associado à alta fecundidade da mosca-das-frutas da espécie Anastrepha favorece a alta incidência da praga nos pomares no decorrer das safras. Ataques próximos ao período de maturação dos frutos podem levar à perda total da produção. Monitoramento populacional, controle químico e ensacamento dos frutos estão entre as estratégias para reduzir os danos

A região Sul do Brasil é uma grande produtora de frutas, principalmente as de clima temperado, com destaque para a maçã, o pêssego, a ameixa e a uva. Todas essas fruteiras são suscetíveis ao ataque de insetos-praga e doenças. Estes fatores podem provocar depreciação na aparência dos frutos e modificar o sabor da polpa, o que reduz, consequentemente, o valor comercial da fruta in natura.

Todos os anos a incidência de mosca-das-frutas é preocupante, por acarretar aumentos nos custos, pelas frequentes aplicações de inseticidas para seu controle, além de perdas na produção. Este inseto é um dos principais problemas em sistemas orgânicos de fruteiras temperadas no Brasil, bem como convencional.

A mosca-das-frutas possui ampla gama de hospedeiros, principalmente plantas das famílias Myrtaceae, Rosaceae e Rutaceae. Nas regiões produtoras de maçã ocorrem principalmente espécies do gênero Anastrepha, com destaque para a mosca sul-americana, A. fraterculus (Wiedemann, 1830) (Diptera: Tephritidae) espécie de maior distribuição e abundância. Em macieira é considerada a principal praga, representando mais de 90% dos indivíduos capturados em frascos caça-moscas. Em Santa Catarina, outras espécies de mosca-das-frutas do gênero Anastrepha já foram constatadas, porém, esporadicamente.


O texto acima é resumo de matéria publicada na versão impressa.

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