Revista Cultivar Hortaliças e Frutas
Edição 54 | Fev/Mar-09
Índice
- Rápidas
- Spodoptera em tomate
- Monitoramento de traça-do-tomateiro
- Cobertura ideal em alface
- Sem resistência de requeima em batata
- Fungicidas contra Phytophthora infestans
- Nematoides em goiaba
- Informe Técnico - Agristar
- Ferrugem em uva
- Mosca-das-frutas em maçã
- Coluna ABBA
- Coluna ABCSem
- Coluna ABH
- Coluna Ibraf
- Coluna Associtrus
- Coluna Ibraflor
Coluna ABH
Revolução tecnológica
O advento do milho híbrido na década de 1920, nos Estados Unidos, é considerado um marco na história do melhoramento de plantas pelo impulso propiciado a essa cultura em todo o mundo. O conceito de híbrido está intimamente relacionado com o vigor de híbrido (ou heterose) que pode ser definido como a expressão genética dos efeitos benéficos da hibridação entre parentais geneticamente divergentes. Em geral, o vigor se manifesta em híbridos F1 ou de primeira geração filial, de forma tão marcante que testes estatísticos sofisticados não precisam ser utilizados para comprovar o desempenho superior frente às cultivares comuns em termos de uniformidade, potencial produtivo, precocidade, resistência a doenças e tolerância a distúrbios fisiológicos.
As pesquisas subsequentes à introdução do milho híbrido permitiram a exploração comercial do vigor de híbridos em várias espécies cultivadas de plantas de importância econômica, dentre as quais se destacam muitas hortaliças. Os primeiros híbridos comerciais de hortaliças foram desenvolvidos por melhoristas japoneses, na década de 1930. Entretanto, foi a partir de meados deste século que se intensificaram os esforços de pesquisa com o objetivo de aprofundar os conhecimentos científicos sobre o vigor de híbrido e de métodos de controle da polinização para viabilizar, economicamente, a produção de híbridos F1 de hortaliças no Japão, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.


