Revista Cultivar Máquinas
Edição 82 | Fevereiro/2009
Índice
Dimensionamento de pulverizadores
Dimensionar pulverizadores não é uma tarefa fácil, pois exige que sejam levados em conta diversos fatores que vão muito além do equipamento e dos produtos a serem aplicados
Da mesma forma que cresce o número de moléstias que atacam as culturas agrícolas, cresce a importância da aplicação de defensivos para combatê-las, visto que, mesmo quando manejadas de forma integrada, a pulverização ainda é o recurso mais utilizado para a proteção das culturas. Daí surge a necessidade dos equipamentos para a aplicação, os pulverizadores agrícolas. A regra, de maneira geral, é garantir a aplicação em tempo compatível com o progresso da praga, evitando perdas que causem danos econômicos, superiores aos dispêndios na aplicação do defensivo. Este é o ponto chave: como reduzir os custos da aplicação sem comprometer a eficiência do processo e do produto.
A máquina agrícola geralmente está relacionada a alto investimento inicial, o que não quer dizer, é claro, que não seja compensatório. A tarefa de redução dos custos torna-se mais árdua em tempos onde os preços dos produtos sofrem consideráveis oscilações provenientes da situação econômica mundial. Sabe-se, também, que a aquisição dos pulverizadores, seja de máquinas, como os autopropelidos, ou de implementos, como os tracionados, contribui significativamente com o custo de produção.
Estudos têm demonstrado que para cálculo de custos há certo descaso com a qualidade, da mesma maneira que se dá muita importância ao produto fitossanitário e pouca ao equipamento, ao alvo e ao clima. Ilustrando, usa-se um bom produto com os adjuvantes recomendados e aplica-se no estádio inadequado, em condições climáticas desfavoráveis e com equipamento pessimamente calibrado. Aí temos a questão: será que esta “correria” para aplicar não se deve à falta de equipamento? Ou então temos os inúmeros casos de superdimensionamento, acarretando em ociosidade?


