Aliados perfeitos na produção de hortaliças

A mecanização em HF exige implementos que realizem atividades específicas e tratores versáteis que se adaptem ao maior número possível de aplicações. Utilizando três modelos de tratores da LS Tractor, a empresa Rijk Zwaan Brasil consegue suprir todas as demandas existentes em suas unidades de pesquisa, desde o preparo do solo até a colheita

A mecanização da horticultura é uma atividade muito complexa. Depende de vários fatores para que se obtenha êxito e exige uma série de requisitos para que as máquinas escolhidas consigam adaptar-se às diferentes tarefas apresentadas pela rotina de trabalho. Além disto, a atividade é de extrema precisão e requer cuidados, que não se observam na produção de grãos.
No Brasil, o setor da horticultura gera elevado número de empregos e reúne empresas de insumos e produção de hortaliças e sementes das mais diversas espécies e variedades. A maioria dos produtores constitui-se em empresas familiares, muitas delas com alta tecnologia, distribuídas por todas as regiões do país. Ainda que as áreas de cultivo sejam pequenas, os índices de produtividade e a mobilização de grande quantidade de capital por hectare exigem qualidade nos processos de produção e no produto final. Para conhecer de perto esta atividade fomos até Holambra, um município do estado de São Paulo, na região de Campinas, que surgiu da colonização holandesa, através da chegada de imigrantes à Fazenda Ribeirão, na metade do século passado. Neste local,conhecemos a sede brasileira da empresa holandesa Rijk Zwaan. 
A empresa Rijk Zwaan Brasil, no país desde 2011, é uma subsidiária da matriz holandesa, classificada entre as cinco maiores do mundo na produção de sementes hortícolas. O nome da empresa provém do nome do proprietário, fundador Rijk Zwaan. O lema da empresa é “Sharing healthy future”, ou em uma tradução livre, “Compartilhando o futuro saudável”, remetendo à ideia de colocar no mercado sementes que produzam produtos saudáveis e com alto valor agregado.

Sua estrutura física conta com o escritório central e duas estação de pesquisa, uma em Holambra (SP) e outra em Moçoró (RN). A Estação de Pesquisa de Holambra, onde os testes foram realizados, conta com três unidades de campos, duas no bairro Fundão, em Holambra (SP) e outra em Jaguariúna (SP). Estas três unidades não trabalham com produção comercial de produtos hortícolas e sim com pesquisa experimental de verificação de adaptação de espécies e variedades tropicais para o mercado brasileiro.
Na visita à Unidade 1, fomos recebidos pelo gerente da estação, o engenheiro agrônomo Marcelo Bonaroti, que nos mostrou e contou sobre as atividades realizadas nas três unidades que ele coordena. Nesta unidade, são realizados ensaios de pesquisa e desenvolvimento (P&D), com a participação de melhoristas e outros pesquisadores que buscam unir resultados no desenvolvimento de culturas que levem à escolha do melhor material a ser colocado no mercado nacional. Para todo este processo, que se conecta ao que se faz no Brasil, a empresa conta com três mil funcionários em mais de 30 subsidiárias no mundo e vendas em mais de 100 países. A estação de Holambra possui 16 hectares e em Mossoró são mais 40 hectares, principalmente com as culturas de melão e melancia. Aqui no Brasil já são 15 culturas em comercialização. Chamou-nos a atenção alguns produtos inovadores, como o pimentão e o pepino para snack, e a berinjela redonda.
O maior desafio deste sistema é produzir sementes de qualidade, adaptadas a um país com grande variabilidade climática, condições de produção e gosto do consumidor. Nas áreas de pesquisa, os maiores desafios consistem no desenvolvimento de produtos resistentes às viroses e a seus insetos transmissores, no entanto, a pior praga do setor são as doenças fúngicas. Desta forma, para que se consiga o desenvolvimento de novos materiais, uma rede de cientistas trabalha diretamente no campo, chegando a produtos finais que são registrados como patentes, no Brasil e no mundo.

Portanto, o fundamento das atividades realizadas na Rijk Zwaan Brasil consiste em testar materiais provenientes de vários países do mundo nas nossas condições de clima e solo, tentando descobrir o melhor variedade, que vai para o mercado e será replicado por agricultores selecionados. Esta seleção de agricultores e dos produtos indicados para cada caso é feita pelo representante técnico de vendas (RTV), que avalia as características do produtor e indica o produto, acompanhando-o durante o processo de produção e colocação no mercado.
As culturas hortícolas que encontramos no campo da unidade experimental eram, principalmente, o tomate, a alface, a cenoura e a beterraba. O aspecto de organização do ambiente é impressionante. O trabalho dos melhoristas é constante e, em geral, há sempre três deles avaliando e separando plantas com características interessantes para o processo de melhoramento vegetal. É comum a interação entre melhoristas brasileiros e holandeses, circulando entre as linhas de plantas dos campos cultivados. Ao final do ciclo, a produção selecionada é separada e o restante é descartado. A empresa não comercializa os produtos que produz para o trabalho de pesquisa. O material selecionado pelos melhoristas vai para estufa que fica na Unidade 1 e 3, e depois volta ao campo para experimentação. São muitos os aspectos genotípicos avaliados pelos pesquisadores, entre os quais os principais são a tolarância à doenças,  durabilidade, a precocidade e a qualidade do produto.
Além disto, há cuidados para evitar a contaminação das áreas e a propagação de pragas. Não se permite entrar em áreas de produção sem antes desinfetar os pés em um pedilúvio, com uma solução líquida de sanitizante, e após pisar em cal. Nos postes são colocadas armadilhas amarelas e pretas para insetos. As áreas são mantidas sempre cercadas, quando em produção, com palanques e telas de sombrite de 1,50m de altura. Outros cuidados, como evitar tirar o trator do local, transportar e utilizá-lo em lugares diferentes, também são importantes. Mesmo não sendo a única, a principal praga do tomateiro é a traça do tomateiro (Tuta absoluta), que constantemente avaliada e combatida. O manejo é predominantemente com uso de inseticidas biológicos e também com insetos predadores, como a vespa Trichogramma.

A ESCOLHA CRITERIOSA DAS 
MÁQUINAS UTILIZADAS NA EMPRESA

Durante o encontro que tivemos com o engenheiro Marcelo Bonaroti, gerente de estação, ele nos explicou que a empresa é muito criteriosa na aquisição e escolha dos fornecedores de equipamentos e insumos. Tudo que é adquirido pela empresa Rijk Zwaan Brasil passa por um processo de seleção em que o pessoal de campo e a diretoria holandesa têm grande participação. No caso da escolha dos tratores da marca LS, o processo foi baseado em vários fatores e no aproveitamento da vasta experiência da matriz holandesa, inclusive com o teste das alternativas pelos próprios dirigentes. 

Um dos fatores fundamentais para a utilização de um trator na horticultura é a disponibilidade de marchas apropriadas às velocidades recomendadas de trabalho no campo, principalmente no preparo do solo. O segundo critério é a estabilidade do concessionário da marca, analisada através de um exame físico das instalações e do desempenho financeiro da empresa, assim como a experiência dos seus dirigentes na área agrícola. Como terceiro critério, analisa-se a empresa do ponto de vista mundial, sobre a distribuição e a imagem. Por fim, é avaliada a inexistência de conflitos de interesses entre as empresas. Sem nenhuma arrogância, a empresa explica que, sendo estes os critérios objetivos para a escolha e padronização da frota, o preço dos tratores passa a ser secundário. Algo como “o barato sai caro”.

A partir desta decisão, foi adquirido um trator LS Plus 90, considerado ideal para as operações de preparo pesado do solo. Para as operações mais leves foram adquiridos os tratores LS U60 e LS R60. A escolha do trator de maior potência se deu pela capacidade de trabalhar, tanto em solo bruto como preparado, vão livre grande e reversor de sentido que agilize os movimentos em pequenos espaços; e a dos menores pela versatilidade para manobrar em pequenos espaços e acionar diversos equipamentos. A empresa não abre mão do conforto e da segurança dos operadores, valorizando a presença de cabina com duas portas, os itens obrigatórios por norma e o controle de emissões de poluentes.
Durante a visita às duas unidades da empresa, acompanhamos as operações realizadas nesta época para a produção de diversas hortaliças e a inserção dos tratores LS.

PREPARAÇÃO DO SOLO
O trator LS Plus 90 é encarregado das operações pesadas e atua tracionando a grade aradora, o subsolador e a enxada rotativa com encanteirador e adubador, de 1,20m de largura. Em uma área bruta que ainda não tenha sido utilizada no processo de produção, a preparação do terreno para a implantação dos canteiros é feita com o uso, em sequência, de arado, grade e subsolador. Primeiramente, com o arado de discos é feita a preparação do solo bruto, descompactando a camada superficial. Em seguida, em um sistema convencional,  são utilizados a grade aradora e o subsolador, criando  condições para a formação dos canteiros. Antes da entrada do encanteirador, é feita a adubação de base e, em sequência, mais uma passada de subsolador, para incorporar e misturar o fertilizante ao solo.

Acompanhamos o trabalho do trator LS Plus 90 com uma grade média em V, marca Santa Izabel, modelo GNL 28 de 28 discos, com peso de 720kg, recomendado para uma potência de 70cv a 75cv. Este trabalho estava sendo feito em 4ª marcha, com uma rotação de 1.800rpm. Nesta operação, o trator estava trabalhando com rodado simples, porém com possibilidade de colocar rodado duplo, para operações mais pesadas. Estavam previstas, após esta gradagem, uma semeadura a lanço de cultura de cobertura e mais uma gradagem de incorporação, com o mesmo trator.
É interessante ressaltar que o sistema utilizado para a produção de plantas hortícolas na área de pesquisa é uma atividade extremamente controlada e necessita de requisitos especiais. Nas áreas de pesquisa, os canteiros têm uma dimensão padrão de 38m de comprimento, divididas em sete quadras e dois corredores lateria de 5m, totalizando dois hectares. Cada um destes talhões é utilizado em um semestre do ano e só pode repetir o cultivo de uma cultura, na mesma área, após cinco anos de descanso/pousio e recuperação. Geralmente são cobertas com plantas como aveia preta, crotalária e o milheto. Estas culturas de cobertura também servem de adubação verde para as áreas novas, antes de entrarem em produção. Cada parcela é identificada por ano e semestre, tendo na Unidade 2 se iniciado no primeiro semestre de 2017 e já estão sendo preparados os canteiros para o segundo semestre de 2019 e o primeiro semestre de 2020.
Também é responsabilidade do trator LS Plus 90 o trabalho de aplicação da enxada rotativa para triturar torrões, em sequência ao trabalho do subsolador. Nas operações pesadas, este trator recebe um rodado duplo, o que evita que se necessite de outro trator mais potente; e quando este é usado em operações mais leves, como encanteirador, o rodado externo é retirado.

ENCANTEIRAMENTO
Depois de completada a preparação do terreno, entra-se com a máquina de formação de canteiros (encanteirador), para como última operação mecanizada colocar-se o mulching plástico. Para avaliarmos a utilização dos tratores nesta operação, utilizamos dois sistemas: o primeiro de encanteiramento com o LS Plus 90 e, posteriormente, com o LS U60.

Testamos o trator LS Plus 90 com a enxada rotativa com encanteirador e adubador marca MEC-RUL, modelo ERP 150 B C/FC, de 1,25m de largura de canteiro, sobre solo preparado. Neste teste utilizamos o Plus 90 na primeira marcha do grupo L, sem creeper (super-redutor) a 1.800rpm, com o que se conseguia uma velocidade de deslocamento de 1,9km/h a 2km/h. Nos explicaram que o canteiro é feito com esta base e depois a máquina plastificadora faz a redução desta largura para o padrão utilizado.
Também testamos uma situação de encanteiramento sobre solo firme, utilizando o trator LS U60 equipado com creeper, com enxada rotativa com encanteirador e adubador marca MEC-RUL, modelo ERP 140BC/FC, de 1,10m de largura de canteiro. A marcha utilizada foi a 1ª com creeper, que neste trator é equipamento standard. O engate das duas máquinas é feito no sistema hidráulico de três pontos. Vimos que nesta máquina foi instalado um dispositivo ou acessório ao defletor traseiro, para provocar um abaulamento do canteiro, o que melhora o escoamento da água e evita que se formem poças decorrentes de chuva e irrigação. Com o super-redutor, foi possível desenvolver uma velocidade de 500m/h, necessária para este trabalho.
COLOCAÇÃO DO 
MULCHING PLÁSTICO

O processo de recobrimento dos canteiros com material plástico (mulching) é feito com a aplicação de uma fina lâmina com uma máquina plastificadora de canteiros marca MEC-RUL, modelo PCMR 120 para mulching de até 1,20m, com peso de 280kg, para uma potência requerida de 30cv. A lâmina já vem pronta e com o orifício para quatro arranjos de plantas para o cultivo do tomate. O primeiro é de 55cm entre plantas e 60cm entre linhas; o segundo de duas linhas de 60cm x 60cm; o terceiro de linha simples de 70cm entre plantas, e o quarto de linha simples de 60cm entre plantas. O orifício do mulching serve de guia para o transplante  das mudas no solo. Na aplicação que vimos, a máquina é regulada para uma largura de 1,10m.
É importante salientar que ao mesmo tempo em que a máquina plastificadora vai colocando a lâmina de plástico, ela vai colocando quatro fitas de irrigação de gotejo por canteiro, por baixo do plástico. O plantio das mudas, que é manual e cuidadoso, é feito em arranjo de quincôncio, com as plantas ficando na diagonal.
No final da aplicação do mulching, são fixados os postes que irão suportar as linhas que conduzirão as plantas. Os orifícios de um metro de profundidade são feitos com um perfurador de solo para moirões acionados pela TDP do trator LS Plus 90. Os postes de 3m de comprimento são deixados com 2m de fora.

APLICAÇÃO NA
PULVERIZAÇÃO

Durante a jornada de reconhecimento da rotina de trabalho da área experimental da Unidade 2, tivemos a oportunidade de ver o trator LS R60 trabalhando com pulverizador marca KO modelo A700 SpeedJet Tomate. A operação era de aplicação de defensivos entre os canteiros do tomate, com um espaçamento entre postes de 2,80m, estabelecendo-se um corredor de largura total de 1,7m, no qual o trator com largura total de 1,40m necessitava manobrar em filas alternadas. Vimos que para esta operação o importante em um trator é o reduzido raio de giro. Tanto a empresa como o usuário acreditam que o eixo dianteiro que utiliza pivot e não cruzeta é um dos responsáveis por facilitar esta operação. Além desta virtude, este trator teve a bitola reduzida especialmente para esta aplicação.

Também foi mencionado pelo líder de campo que nos acompanhava que, tanto para a pulverização como para a colheita com reboque, o trator deve ter como principal característica a versatilidade.

COLHEITA E TRANSPORTE
A colheita dos produtos da empresa é totalmente manual, com uso de uma carreta agrícola marca Action, modelo CBM 4000, tracionada pelo trator LS R60. Na cultura do tomate, por exemplo, todo o produto colhido é colocado em caixas e estas acondicionadas no reboque. O volume colhido é enorme, dado que no tomate são aproximadamente 15 mil plantas por talhão de dois hectares.

UM DIA EM HF
Para entender todo o processo de mecanização da empresa Rijk Zwaan Brasil, passamos um dia inteiro visitando as duas unidades com áreas experimentais, onde fomos acompanhados pelo gerente da estação, engenheiro agrônomo Marcelo Bonaroti, e os líderes de campo das unidades 1 e 2, Cleuzo Bazarello e Valdir Costa Ramos, respectivamente. Também nos acompanharam e esclareceram todas as dúvidas sobre os tratores, o gerente de marketing da LS Mtron Brasil, Astor Kilpp, da LS Mtron Brasil, o representante da Agência Escala, Paulino Jeckel, e o representante da concessionária J.A. Máquinas, Ademir Chiquetti.

LS Plus 90 para serviços mais pesados de HF
O trator LS Plus 90 possui um motor da marca Perkins, modelo 1104D-44TA, de quatro cilindros e 4.400cm3, que atende os parâmetros limites de emissões Tier 3. Apresenta 90cv de potência máxima do motor na rotação nominal de 2.200rpm pela norma ISO/TR14396. O torque máximo é de 393Nm a 1.400rpm. A alimentação de ar se faz com um turbocompressor e aftercooler. 

A transmissão é do tipo Synchro Shutlle, com 12 marchas a frente e 12 a ré, com inversor mecânico sincronizado, podendo ser equipado com um super-redutor (Creeper), chegando então a 20 marcas em ambos os sentidos. Esta era a versão do trator que encontramos na área de pesquisa. Porém, o fabricante também oferece como opcional a transmissão Power Shuttle, que proporciona 24 marchas e frente e a ré, com inversor hidráulico, podendo chegar a 40 velocidades quando equipado com o super-redutor. O trator é ofertado com uma Tomada de Potência (TDP) com acionamento independente, em três velocidades, incomum no nosso país, para 540/750/1.000rpm. Com este arranjo, pode-se combinar as velocidades como uma TDP econômica. O eixo dianteiro é motriz, com opção de desligá-lo, e o eixo traseiro tem uma redução final do tipo epicíclica. Este trator oferece acionamento eletro-hidráulico para o eixo dianteiro e para o bloqueio do diferencial, eliminando as alavancas. 
O sistema hidráulico tem uma vazão total de 61,6L/min e o sistema hidráulico de três pontos é da categoria II, com pressão máxima de 194kgf/cm2, chegando a uma capacidade de levantamento de peso na rótula de até 3.800kgf. O sistema de controle remoto é do tipo independente, com três válvulas de controle remoto na versão standard. 
O trator que estava sendo utilizado tinha rodados na medida 12.4-24 no eixo dianteiro e 13.6-38 no eixo traseiro. O rodado apresentava o sistema de engate da Empresa Marini para fixar outro rodado 13.6–38, tornando-o duplo. Porém, o fabricante oferece mais opções de rodado que se adaptam às diferentes necessidades.
O trator LS Plus 90 é o mais utilizado na estação experimental da Rijk Zwaan Brasil, sendo dele a responsabilidade por tracionar e acionar os equipamentos nas operações pesadas, tracionando os arados de discos, a enxada rotativa com canteirador e adubador, de 1,25m de largura de canteiro, a enxada rotativa de 2m de largura, o escarificador, as grades médias em V e a grade niveladora leve.

Trator LS U60 para dar o toque final nos canteiros
O LS U60 utiliza um motor marca L4AL, modelo L4AL-T3, que atende o padrão Tier3 de emissões, de quatro cilindros, com 2.505cm3 e turbo comprimido, que desenvolve 65cv de potência máxima a 2.500rpm pela norma ISO TR 14396. O torque máximo é de 203Nm a 1.600rpm. Este motor tem quatro válvulas por cilindro.

A transmissão é sincronizada Synchro Shuttle de 32 marchas a frente e 16 a ré com super-redutor (creeper). A Tomada de Potência (TDP) é independente, com acionamento eletro-hidráulico em três rotações, 540/750/1.000rpm. A rotação de 750rpm pode ser utilizada como TDP econômica. O eixo dianteiro é motriz, com acionamento mecânico. 
O sistema hidráulico tem vazão total de 55L/min com engate de categoria II no sistema de três pontos. A pressão máxima é de 204kgf/cm2 e a capacidade de levante na rótula chega a 2.200kgf. São duas as Válvulas de Controle (VCR) na versão standard e três como opcionais, com vazão máxima de 36,4L/min.
Na empresa Rijk Zwaan Brasil, o trator LS U60 é encarregado de tracionar a enxada rotativa com canteirador e adubador de 1,10m de largura de canteiro, a plaina traseira, a plastificadora de canteiros e a roçadora, entre outras atividades de menor potência.

LS R60 no controle de pragas e doenças de HF
O modelo R60 utilizado no campo experimental foi substituído recentemente pela versão R65 cabinada. O motor que equipa este modelo é da marca L4AL, modelo L4ALT1, que atende os parâmetros limites Tier3 de emissões de poluentes. É um motor de quatro cilindros, com 2.621cm3 e 16 válvulas, com turbo compressor, que produz uma potência máxima de 65cv a 2.500rpm (norma ISO TR 14396) e torque máximo de 203Nm a 1.600rpm.
A transmissão sincronizada Synchro Shuttle oferece 32 a frente e 16 a ré com super-redutor (creeper). A Tomada de Potência (TDP) é independente com acionamento eletro-hidráulico com três velocidades, 540/750E/1.000rpm. O eixo dianteiro é motriz, com acionamento mecânico.
O sistema hidráulico tem vazão total de 47L/min e no sistema de engate em três pontos de categoria II alcança pressão máxima de 204kgf/cm2, com capacidade de levante de até 2.100kgf na rótula. O controle remoto é independente com duas válvulas de controle remoto na versão standard e três como opcionais, com vazão máxima de 31,2L/min.
O trator R60 tem função de tracionar e acionar o atomizador em todos os tratamentos que se desenvolvem na atividade, e a carreta agrícola durante toda a necessidade de transporte, principalmente na colheita.


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José Fernando Schlosser

Nema/UFSM

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