Benefícios da eficiência das adubações no rendimento e longevidade da cana-de-açúcar

- Foto: Wenderson Araujo/CNA

PUBLIEDITORIAL 

A cana-de-açúcar é, sem dúvida, uma cultura de grande relevância e importância no cenário agrícola brasileiro. De acordo com a Conab, área colhida na safra de 2020/21 foi de mais de 8,6 milhões de hectares gerando, pela conversão de mais de 654 milhões de toneladas de colmos colhidas, cerca de 41 milhões de toneladas de açúcar e 29 bilhões de litros de etanol para a economia nacional.

Uma diferença importante da cana-de-açúcar em relação a outras culturas é o seu ciclo de cultivo. Por ser considerada uma cultura semi-perene há particularidades quanto às práticas adotadas para o momento do plantio e, nos anos subsequentes, às rebrotas da cana que ocorrem após as colheitas e que são conhecidas como “soqueiras”. Um dos maiores desafios para a produção de cana-de-açúcar é de como prolongar a vida útil do canavial para permitir, de forma sustentável e econômica, o maior número possível de ciclos de cortes e rebrotas (soqueiras).

Dentre várias práticas utilizadas para possibilitar este prolongamento do ciclo da cana-de-açúcar, o manejo das adubações é uma estratégia extremamente eficiente e que, tanto do ponto de vista técnico quanto operacional, vêm se mostrando cada vez mais importante nos resultados de produção de soqueiras de cana e, principalmente, quando a adubação é realizada de forma completa e equilibrada.

É fato que, por vários anos, sempre se pensou em adubação de soqueira de cana como aplicações limitadas aos dois macronutrientes mais extraídos dos solos pelas culturas que são o nitrogênio e o potássio. Aqueles que têm um pouco mais de familiaridade com a cultura, com certeza, já ouviram ou mesmo recomendaram a aplicação de fórmulas de fertilizantes como 16 00 30, 18 00 27 ou 20 00 20. Por um tempo, essa prática funcionou e se consolidou, principalmente, porque grande parte da cana-de-açúcar era cultivada em solos com melhor fertilidade, como também, devido às produtividades médias que, até meados dos anos 2000, se encontravam em níveis abaixo de 70 t/ha.

Mesmo com todos os desafios e dificuldades enfrentados pela cana-de-açúcar nos últimos anos, o cenário produtivo vem mudando de forma positiva e consistente, impulsionado, principalmente, pela mudança de abordagem quanto a forma de fazer a adubação e nutrição das lavouras e de olhar para a eficiência dos produtos utilizados.

O manejo das adubações é uma estratégia extremamente eficiente e que, tanto do ponto de vista técnico quanto operacional, vêm se mostrando cada vez mais importante nos resultados de produção de soqueiras de cana e, principalmente, quando a adubação é realizada de forma completa e equilibrada.
O manejo das adubações é uma estratégia extremamente eficiente e que, tanto do ponto de vista técnico quanto operacional, vêm se mostrando cada vez mais importante nos resultados de produção de soqueiras de cana e, principalmente, quando a adubação é realizada de forma completa e equilibrada. - Foto: Wenderson Araujo/CNA

Como exemplo, e voltando aos nutrientes mais utilizados pela cana, o nitrogênio sempre foi uma grande preocupação nas adubações. Por se tratar de uma cultura extremamente exigente neste elemento, aplicações da ordem de 90 a 120 kg/ha de nitrogênio são habituais de serem encontradas em diversas situações. Mas, mais do que a dose, o entendimento sobre a melhor fonte para aportar o nitrogênio em adubações de soqueira de cana sempre foi alvo de questionamento pelos produtores. E, neste tópico, a ureia foi considerada por algum tempo como uma fonte inferior às demais pela única razão de que, em algumas situações, se aplicada na superfície do solo, parte do seu nitrogênio poderia ser volatilizado, ou seja, perdido na forma de gás amônia e não ser utilizado pelas plantas.

Mas, em contrapartida, dentre todas as fontes mais utilizadas, a ureia, além de ser a fonte com disponibilidade mais abrangente no mercado é a que apresenta maior concentração de nitrogênio (46%) bem como com as características físicas ideais para aplicação e mistura com outros fertilizantes. Ou seja, resolvida a questão da possível perda de nitrogênio, a ureia se torna um fertilizante extremamente interessante para as adubações de soqueira de cana-de-açúcar e para o operacional a campo.

E, são em casos como esse, que a pesquisa, desenvolvimento e tecnologia em fertilizantes atuam para resolver problemas e trazer soluções com alta eficiência para as adubações da cana-de-açúcar. A Mosaic Fertilizantes, em seu extenso portfólio possui a linha Excellen, que são produtos com ureia estabilizada com aditivo NBPT, tecnologia que reduz as perdas por volatilização do nitrogênio e permite a obtenção de produtos altamente concentrados em nitrogênio e outros nutrientes para as adubações de soqueira de cana. Além da maior eficiência de uso do nitrogênio pela cana a utilização do Excellen gera ganhos com a redução de custos com armazenagem, tempo de aplicação e melhora muito as adubações pela grande versatilidade de fórmulas e maior segurança no manejo e aplicação dos produtos.

Outro nutriente de extrema importância para o rendimento e longevidade da soqueira é o fósforo. O fósforo é um nutriente imóvel no solo, e que é aplicado na cultura da cana-de-açúcar, basicamente, no momento do plantio para estimativas de 4 a 5 cortes. Entretanto, o que ocorre é que com o tempo e contato deste nutriente no fundo do sulco, parte do fósforo aplicado no plantio vai sendo fixado no solo e perdendo a eficiência. Desta forma, cada vez mais ótimos resultados têm sido verificados pela aplicação de doses de fósforo na soqueira de cana. A aplicação de P juntamente ao N e K na soqueira, e sempre de acordo com o resultado de análise de solo, visa não só o aumento da produtividade mas, também, o melhor desenvolvimento do sistema radicular, o que contribui para o aumento de longevidade do canavial.

De forma geral, recomenda-se a aplicação de fósforo na soqueira quando os teores do solo estiverem abaixo de 15 mg/dm³ e em doses de 30 a 40 kg/ha de P2O5 dependendo da produtividade esperada. No entanto, novos trabalhos científicos e observações a campo tem demonstrado respostas a fósforo em faixas mais amplas de teores no solo, bem como, a doses que podem chegar a até 60 Kg/ha de P2O5.

E, da mesma forma que para o nitrogênio, a Mosaic também traz inovação para outros nutrientes com foco em aumento de eficiência e produtividade. Quanto ao fósforo, a Mosaic recomenda a sua aplicação na soqueira de cana-de-açúcar como MicroEssentials, produto que tem mostrado, de forma consistente, incrementos médios de 7 t/ha de cana-de-açúcar em relação a manejos com fontes de fósforo tradicionais.

Porém, vale destacar que não só a produtividade é fator de rentabilidade da cultura, mas, também a qualidade do produto colhido. A quantidade de açúcares contidos nos colmos (ATR) é importante para o rendimento e conversão industrial da sacarose. E, para se obter melhor qualidade na cana-de-açúcar, ou seja, com maior ATR, é preciso que a planta transloque os açucares produzidos para o colmo, ponto este, no qual o Magnésio apresenta um papel fundamental. Para aplicações eficientes deste nutriente a Mosaic Fertilizantes indica o K-Mag, produto que aporta potássio, enxofre e magnésio de alta solubilidade e rápida disponibilidade para a cultura. O uso do K-Mag nas adubações da soqueira de cana, além de contribuir para o incremento de produtividade ainda melhora os índices de qualidade da cana, demonstrando em vários campos, incrementos de ATR de mais de 3 kg/t.

Fica claro que, com os novos patamares de produtividade e a necessidade de aumento de longevidade do canavial, deve-se aumentar a atenção quanto ao balanço e eficiência das adubações das soqueiras da cana-de-açúcar. A avaliação criteriosa das condições do solo e expectativa de produtividade e o uso de produtos com performance comprovada como Excellen, MicroEssentials e K-Mag são fatores determinantes para que a lavoura possa converter, com maior eficiência, os nutrientes aportados nas adubações transformando-os em maior produção e melhor qualidade de cana-de-açúcar. E no final, isso se traduz em maior rentabilidade e, sem dúvida, incrementando a sustentabilidade produtiva da cultura.

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