O futuro é agora

José Carlos Bueno, diretor-comercial da divisão agrícola da Trimble para a América Latina.

Não é novidade afirmar que vivemos uma revolução no campo, nem que o agronegócio atual já está exigindo a profissionalização da gestão ou tecnologia para produzir mais com menos. Tudo isso está bem claro para os produtores rurais, cooperativas, empresas, fornecedores e até consumidores. O que por um tempo ficou complicado foi saber como realizar todas essas ações. Sempre pareceu complexo e muito demorado viver essa revolução. Entretanto, recentemente, o que parecia distante tornou-se acessível.

Em julho do ano passado, foi lançada a Associação ConectarAGRO, que tem como objetivo incentivar a expansão do acesso à internet nas áreas agropecuárias do Brasil. Está claro que a inovação e a tecnologia são tão importantes quanto fertilizantes para lavoura e ração para a criação. Afinal, com tecnologia é possível saber, por exemplo, a quantidade utilizada de cada um deles, otimizando o uso dos insumos e dos ganhos ou entender o porquê do prejuízo.

O Brasil é vítima do seu sucesso, sendo o maior produtor de alimentos do planeta. O País tem lavouras diversificadas, rendendo em determinadas regiões até três safras no ano; em regiões como os Campos Gerais do Paraná, há uma atuação altamente produtiva e diversificada, da criação de gado leiteiro, passando pela suinocultura, soja, milho, feijão e trigo, ou seja, culturas de verão e inverno. É esse know-how nacional que eleva a expectativa da comunidade internacional.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou, certa vez, que a produção de alimentos pelo Brasil deve aumentar 41% para atender a demanda global, ou seja, os mais de 9 bilhões de habitantes até 2050. Outros países ou grupo de países teriam uma “meta” muito menor: nos Estados Unidos, o crescimento seria de 10%; na União Europeia, 12%; no Canadá, 9%; na China, 15%; na Rússia, 7%; e na Oceania, 9%.

Os produtores brasileiros têm todas as condições de promover esse aumento, e já o fazem há décadas, com a rotação de cultura, utilização do sistema de plantio direto, investimento em maquinários que reduzem o desperdício de defensivos e assim por diante. Mas, como já destacado, os agricultores necessitam de mais ferramentas para gerar esse crescimento exponencial. A tecnologia – máquinas, equipamentos e infraestrutura – e os profissionais para gerenciá-la precisam de internet de qualidade para lidar com esse desafio. A Associação ConectarAGRO, já na próxima safra, pretende conectar 13 milhões de hectares com a internet 4G, uma rede aberta, pública e segura.

A Trimble, referência global em agricultura de precisão, é uma das empresas que fundaram a ConectarAGRO, antes mesmo de ser uma Associação, e tem certeza sobre a possibilidade de promover internet no País para não somente garantir informações a quem está no campo, mas interligar todas as máquinas e equipamentos na propriedade. Nesse sentido, muitas dessas tecnologias são subaproveitadas justamente por falta de internet de qualidade.

A Trimble desenvolve uma série de soluções ao produtor rural, como softwares para gerenciamento de propriedades - integrando dados gerados pelas máquinas -, manejo da água na lavoura ou mesmo a pulverização seletiva de herbicidas, reduzindo em até 95% os custos.

Com a ampliação do acesso, o uso da internet não se limitará a apenas acompanhar o clima e os preços dos grãos. Surgirá outro patamar! Dependendo do nível de tecnologia da área, tratores, colheitadeiras, drones, pulverizadores, chips nos animais e uma infinidade de ações conversarão entre si, em tempo real, tudo interligado a uma central que caberá na palma da mão. O escritório da propriedade estará localizado no bolso do produtor.

Durante muito tempo destacava-se o futuro, mas, com a velocidade com que as ações estão ocorrendo, o futuro é hoje, o futuro é agora.


José Carlos Bueno, diretor-comercial da divisão agrícola da Trimble para a América Latina

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