Precisão do futuro: o avanço da agricultura de precisão

A Agricultura de Precisão deixou de ser uma ferramenta do futuro para ser uma tecnologia muito utilizada nos vários níveis e em grande parte dos empreendimentos agrícolas do Brasil e América Latina. As tecnologias empregadas não se limitam apenas ao cultivo de grãos, estas já estão presentes em praticamente todos os setores, incluindo arroz irrigado, cana, florestal e hortifruti. A situação atual esclarece uma dúvida comum no início do seu uso: a Agricultura de Precisão não é um modismo e sim uma tendência que veio para ficar.

O crescimento do seu uso é consequência de uma série de fatores, como melhor conhecimento dos produtos tanto por parte dos usuários quanto dos revendedores, resultados e retorno sobre investimentos confirmados por vários anos de experiência, crescimento da rede de suporte técnico e agronômico para as ferramentas de Agricultura de Precisão, gerando maior acessibilidade e oferta de produtos, além também dos preços cada vez mais acessíveis, permitindo que o investimento seja considerado por um número muito maior de produtores.

A Agricultura de Precisão apareceu de uma forma prática no Brasil no final dos anos 1990. Na época, a tecnologia focava em mapeamentos de rendimento das culturas, realizado durante a colheita. Já nessa fase de introdução, o tema ganhou muita força e começou a ser bastante discutido em fóruns que agrupavam produtores, fabricantes e academia, para melhor entender os ganhos e possibilidades com essa tecnologia.

Pela necessidade de delimitar o tema e por ser um conceito bastante amplo, se convencionou que o termo “Agricultura de Precisão” se referia a todas as tecnologias que aplicam o uso do GPS para agricultura, na busca de uma otimização da eficiência da operação ou do aspecto agronômico da produção. Alguns termos mudaram de lá pra cá, como o GPS (Global Positioning System) que passou a ser GNSS (Global Navigation Satelite Systems), apesar de o conceito básico ser bastante similar.

Hoje, porém, uma oferta muito maior de produtos está disponível para o uso do produtor brasileiro. Entre as principais tecnologias estão barras de luzes, pilotos automáticos, sistemas de monitoramento de colheita, equipamentos de aplicação em taxa variável, controle automático de seções para plantio e pulverização, sensoriamento remoto, computadores de bordo com telemetria e softwares (SIG – Sistemas de Informação Geográfica). Os investimentos variam em tamanho, mas pode se afirmar que existem tecnologias adequadas a praticamente todos os tamanhos de operações onde é usada mecanização do plantio à colheita.

As marcas da CNH contam com uma ampla oferta de produtos disponíveis de fábrica para praticamente todas as linhas de produto. Atualmente, a que mais se destaca em termos de crescimento da adoção é o piloto automático, que já é um item de série em diversos modelos de trator e pulverizadores. Onde os equipamentos são itens opcionais, as vendas crescem de uma forma bastante acelerada, inclusive para colheitadeiras. Um dos motivos para isso são que as tecnologias de Agricultura de Precisão oferecem um retorno imediato ao produtor, com os mais diversos ganhos como linhas plantadas por hectare, eliminação de falhas e sobreposição, diminuição de consumo de combustível por hectare e aumento da eficiência operacional.

Um bom exemplo do tipo de ganho visto com o uso do piloto automático se vê em cana. Um de nossos clientes relata que consegue otimizar o plantio de forma a ter um aproveitamento melhorando em mais de 5% o número total de linhas, com o uso do piloto no plantio. Ainda está prevendo um ganho com o aumento da produtividade por evitar o pisoteio da soqueira ao longo da vida útil do canavial e já conta com uma redução significativa nas perdas de colheita.

Outra ferramenta que já é bastante utilizada por ser um item de série em vários modelos de colheitadeira é o sistema de mapeamento de produtividade. O surgimento de prestadores de serviços agronômicos que utilizam o mapa de produtividade como ferramenta para diagnosticar problemas e recomendar correções da lavoura tem impulsionado essa tecnologia a voltar a crescer.

Outro diferencial das marcas CNH é que, além da oferta de tecnologias embarcadas em máquinas de fábrica, a empresa oferece uma linha completa de soluções para instalar em máquinas que já estão no campo. E o mais importante, que essas tecnologias After Market podem ser instaladas em um grande número de modelos que existem no mercado e com uma tecnologia totalmente compatível em sinais de correção e gestão de informações com a oferta de fábrica. A grande vantagem para o produtor é que ele consegue melhorar o desempenho do parque existente, mantendo compatibilidade com as máquinas novas que está comprando. A nossa parceria estratégica com a Trimble, marca conceituada nesse mercado, nos oferece a versatilidade de atender todas as situações e ser a melhor opção em produto, presença e suporte.

O sistema de controle de seção de plantio e pulverização também é tecnologia mais recente, mas que começa a ter um destaque no cenário agrícola. A ideia é maximizar as aplicações de forma a desligar e ligar automaticamente as seções para evitar as falhas e sobreposições principalmente em áreas dobradas e irregulares. Estudos com esta tecnologia mostram que a economia de produto pode chegar a 17% considerando uma barra de 30 metros e uma lavoura com formato irregular

A precisão do sistema de posicionamento em conjunto com o bom funcionamento do equipamento de precisão que ele controla são os principais fatores que determinam a performance do mesmo. Quanto mais preciso, melhor será seu resultado comparado com os meios convencionais de realizar a prática. Por outro lado, a precisão é completamente proporcional ao seu custo. Quanto mais preciso, mais caro será o investimento inicial ou no custo da correção do sinal. Encontrar um ponto ótimo entre precisão e custo dentro dos limites para a aplicação em questão é um fator-chave para aumentar o retorno.

No quesito de níveis de precisão, a empresa oferece quantidade de opções, como a tecnologia inovadora do novo sistema RTX, que traz características exclusivas, antes possíveis apenas com a utilização de RTK, que exige a instalação de uma base fixa com a infraestrutura adequada. Com o Centerpoint RTX, é possível obter uma precisão de 3,8cm com repetibilidade, ano após ano, através de um sinal de satélite e, portanto, disponível em qualquer região na América Latina.

Mesmo com todos esses avanços, novos produtos e muitas tecnologias em estágios diferentes de utilização, ainda estão por vir e a expectativa é de uma grande evolução para os próximos anos. O futuro trará um maior nível de automação das máquinas e operações integradas, onde conjuntos de equipamentos trabalharão em sincronia para realizar as tarefas da forma organizada e considerando a eficiência logística. Outra evolução prevista serão os sistemas inteligentes de tomada de decisão, que utilizam as informações provenientes da telemetria para otimizar todas as operações e também para se integrar com os sistemas de gestão de negócios da propriedade. As questões ambiental e de segurança alimentar também serão grandes responsáveis por impulsionar desenvolvimentos que utilizam sensores e sistemas de posicionamento para conhecer todos os detalhes de procedência e práticas agrícolas utilizadas na produção dos alimentos.

 Clique aqui para ler o artigo completo na edição 131 da Cultivar Máquinas. 


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Gregory Riordan

CNH

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