Sistema de plantio adensado em café

Efeito de diferentes distâncias de corte dos ramos laterais e tipo de esqueletamento em cafeeiros conduzidos em sistema de plantio adensado. 

Na cafeicultura de montanha, a adoção de sistema de plantio adensado é uma condição essencial para a obtenção de elevada produtividade, e maior competitividade em áreas onde não é possível mecanizar. Nas lavouras adensadas ocorre rápido fechamento das plantas nas entrelinhas e consequente dificuldade de manejo. A solução mais usada nessas lavouras, para facilitar os tratos culturais e recuperar as plantas, tem sido a recepa, efetuada quando os cafeeiros já perderam a saia, sistema que leva a redução de produção nos dois anos seguintes. 

A alternativa de uso da poda, denominada esqueletamento, é indicada para a renovação da ramagem, com menores perdas produtivas das plantas em curto prazo. Restam, no entanto, dúvidas sobre as distâncias de corte dos ramos laterais em relação ao tronco, especialmente nas lavouras muito adensadas.

No presente trabalho objetivou-se estudar o tipo de esqueletamento mais adequado em lavouras adensadas, mas ainda sem perda de saia, a mesma que seria aplicada em sistema safra zero.

Foi conduzido um ensaio no município de Martins Soares, Minas Gerais, no Centro de Pesquisas Cafeeiras “Eloy Carlos Heringer” (CEPEC), pertencente à Fertilizantes Heringer, em lavoura de café Catuaí vermelho IAC 44, plantada em 1993, no espaçamento de 1,50m x 0,70 m, recepada em 2008. Foram montados 6 tratamentos, sendo cinco tipos de esqueletamento (tamanho de corte dos ramos laterais e formato do corte), mais a testemunha sem poda. O decote, ou seja, o corte da haste principal da planta, foi feito a 1,50 m nos tratamentos 1 a 4, e no 5º (poda regional) foi usado decote à 1,00 m, conforme se utiliza na região para recuperação de lavouras.

O ensaio foi instalado em blocos ao acaso, com parcelas de quatro linhas, de 10 plantas cada, em um total de 40 plantas por parcela. Foram implantadas quatro repetições.

Os tratamentos de poda foram aplicados em setembro de 2010 e a área recebeu os tratos usuais recomendados nesses últimos quatro anos.

Para avaliação do efeito das podas foram controladas até o momento três safras, no período 2011, 2012 e 2013, com a colheita e conversão de litros por planta para sacas por hectare.

Resultados e conclusões

Os resultados de produtividade nas três safras são demonstrados na tabela 1.

Verificou-se que, na média das três safras, o esqueletamento onde os ramos foram cortados mais longos (50cm e 30cm) ou em forma de árvore de natal, resultou em maiores produtividades. Onde houve poda mais curta e com menor altura no decote ocorreu perda de produtividade em relação aos outros tipos de esqueletamento. No que diz respeito à testemunha, não houve melhoria produtiva pelo esqueletamento, como é comum, ainda mais em função da primeira safra nas plantas deste tratamento ter sido alta. O ensaio deverá ser conduzido por mais 2 safras.

Preliminarmente é possível concluir que o esqueletamento com corte mais longo dos ramos, possibilitando maior brotação e multiplicação de novos ramos produtivos, resulta em maior produtividade em relação ao corte mais curto.

Muitas vezes restam dúvidas sobre as distâncias de corte dos ramos laterais em relação ao tronco, especialmente nas lavouras de café conduzidos em sistema de plantio muito adensado.
Muitas vezes restam dúvidas sobre as distâncias de corte dos ramos laterais em relação ao tronco, especialmente nas lavouras de café conduzidos em sistema de plantio muito adensado.
Muitas vezes restam dúvidas sobre as distâncias de corte dos ramos laterais em relação ao tronco, especialmente nas lavouras de café conduzidos em sistema de plantio muito adensado.
Muitas vezes restam dúvidas sobre as distâncias de corte dos ramos laterais em relação ao tronco, especialmente nas lavouras de café conduzidos em sistema de plantio muito adensado.
O esqueletamento é indicado para a renovação da ramagem com menores perdas das plantas em curto prazo.
O esqueletamento é indicado para a renovação da ramagem com menores perdas das plantas em curto prazo.


Gustavo Nogueira Guedes Pereira Rosa, Fertilizantes Heringer; José Brás Matiello, Procafé; Henrique Maia Ribeiro,  Fertilizantes Heringer; Sinésio Leite Filho, Fazenda Heringer; Vinícius Vieira Cunha, CEPEC – Fertilizantes Heringer 


Artigo publicado na edição 202 da Cultivar Grandes Culturas.

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