Como lidar com a presença de tripes em algodoeiro

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  • Set 2021 |
  • Natalia E. Carvalho, Ellen P. de Souza, Camila B. Vilhasanti, Lucas S. Santana e Paulo E. Degrande, Univ. Federal da Grande Dourados (UFGD), Faculdade de Ciências Agrárias

Problema crítico em áreas de algodoeiro desde a safra 2016/17, tripes continuam a registrar incidência intensa no Brasil. Responsáveis por perdas de até 11% em produtividade, esses insetos demandam esforço na correta identificação da espécie, monitoramento e critério na adoção das medidas de controle.


Os tripes são insetos que têm sido considerados pragas da cultura do algodoeiro de longa data. Sua ocorrência no algodoeiro vem sendo citada entre os anos de 1992 e 1996, mas de 2016/2017 em diante este inseto se tornou um problema muito crítico em algumas áreas agrícolas do Brasil. O dano econômico decorre da alimentação dos adultos e ninfas e da transmissão de vírus.

Em um sentido mais geral o ataque de tripes no algodoeiro pode ser considerado um problema que pode ser multiespécie. No Continente Americano, as principais espécies de tripes-do-algodoeiro relatadas são: Frankliniella fusca *****; Frankliniella schultzei ***** Frankliniella tritici ***; Frankliniella occidentalis *** e Frankliniella bispinosa * (quanto maior o número de asteriscos após o nome específico, maior sua significância e importância econômica nas Américas).

A espécie F. fusca é a mais ocorrente no algodoeiro, ao lado de F. schultzei, que está distribuída pelo mundo inteiro, além de serem capazes de causar os maiores danos econômicos em algumas das principais culturas de interesse agrícola. Dessa forma, uma identificação taxonômica precisa dos tripes é muito importante para um adequado trabalho de manejo de pragas, e essa identificação ainda é realizada cotidianamente através da morfologia externa dos espécimes, por especialista. No Brasil, destacam-se os trabalhos acadêmicos do taxonomista Élison Fabrício Bezerra Lima (Universidade Federal do Piauí - UFPI) na temática.

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