Furtos broqueados

  • Página 22 |
  • Fev 2019 |
  • Carolane da Silva e Silva, Simone Silva Vieira e Regiane Cristina Oliveira de Freitas Bueno, Unesp / FCA

Presente nas plantas desde a fase vegetativa, a broca-grande-do-tomateiro se torna mais visível ao migrar para os frutos, onde realiza perfurações, se alimenta da polpa e gera graves prejuízos. Conhecer a praga, monitorá-la corretamente e usar inseticidas seletivos a inimigos naturais são medidas essenciais para o bom manejo

 

As pragas que assumem destaque em tomateiro são as broqueadoras de frutos. Estes insetos atacam as folhas e principalmente a parte de interesse comercial, o fruto. As principais espécies deste grupo são Tuta absoluta (Meyrick) (Lepidoptera: Gelechiidae) ou broca-do-tomateiro; Neoleucinodes elegantalis (Guennée) (Lepidoptera: Crambidae) ou broca-pequena-do-fruto e a Helicoverpa zea (Boddie) (Lepidoptera: Noctuidae), popularmente chamada de broca-grande-do-tomateiro.

A broca-grande-do-tomateiro é notada principalmente no período de desenvolvimento e maturação dos frutos, porém está presente na planta desde a fase vegetativa. No período vegetativo, as lagartas provocam danos nas folhas e posteriormente migram para os frutos, onde realizam perfurações para alimentar-se da polpa, resultando na depreciação do tomate, o que o torna inviável para comercialização e consequentemente ocasiona perdas de produtividade. Essa praga ocorre em todo o período do ano e desenvolve-se em outras plantas hospedeiras, incluindo o milho, outras gramíneas, solanáceas, leguminosas e hortaliças, nas quais também causa injúrias. Em caso de coincidir o período de plantio do tomate com o de cultivo de alguma dessas plantas hospedeiras, a incidência é potencializada. Os danos causados, na ausência de controle, podem ser até 80% aos frutos.

 Características

gerais do inseto-praga

O nome broca-grande-do-tomateiro se deve ao seu tamanho em consideração a outros lepidópteros broqueadores do fruto do tomateiro. O adulto é uma mariposa que mede cerca de 30mm a 40mm de envergadura. Suas asas variam de coloração, do amarelo ao amarelo-esverdeado, com uma mancha marrom-escura na parte central da asa. Possui hábito noturno e oviposita em qualquer parte da planta, e cada fêmea põe em média mil ovos.

Os ovos possuem coloração inicial clara e após quatro dias eclodem as lagartas de coloração esverdeada, que possuem uma listra no dorso e duas listras na lateral do corpo acompanhadas de pontuações escuras. Após o último instar larval, o inseto passa por um período denominado pré-pupa, onde ficam sem se alimentar e vão para o solo, onde empupam. As pupas são marrom-avermelhadas e podem ser encontradas a até 25cm de profundidade. O ciclo biológico do inseto varia de 30 dias a 40 dias, dependendo da temperatura.

 Como manejar

A correta identificação e conhecimento sobre o comportamento da praga é um passo importante para a realização do manejo correto e assertivo. O primeiro passo para a redução na ocorrência desse inseto-praga começa no planejamento do plantio, através do levantamento do histórico da área para identificação de possíveis plantas hospedeiras e até mesmo na prática de medidas culturais preventivas (realização de rotação de culturas com espécies não hospedeiras, destruição dos restos culturais, vazio sanitário e revolvimento do solo para esmagamento e/ou exposição das pupas ao calor do sol).

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  2. Página 12

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