Indução de resistência em tomate

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  • Ago 2021 |
  • Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira, Embrapa Meio Ambiente, Bolsista Produtividade do CNPq

De que modo o uso de partes de bactérias do gênero Xanthomonas, como os flagelos e os extratos brutos de lipopolissacarídeos, pode auxiliar na indução de resistência das plantas e na redução da severidade de doenças como a temida mancha bacteriana em tomateiro.


A mancha bacteriana do tomateiro é uma doença de grande importância em cultivos de tomate de mesa e para processamento industrial no Brasil. É de difícil controle e de ampla ocorrência, já que o patógeno é capaz de ser veiculado por meio de sementes contaminadas. Sua disseminação por aerossóis, período de incubação curto, com rápido progresso em condições favoráveis e habilidade do patógeno em tolerar doses crescentes de cobre, principal elemento utilizado para o seu controle, faz com que danos e perdas significativas sejam relevantes à cultura. Estimativas sobre seu impacto indicam que a incidência pode reduzir em média 41,4% a produtividade de plantas de tomateiro.

A doença é causada por diferentes espécies bacterianas do gênero Xanthomonas, cuja nomenclatura sofre periodicamente alterações no nome científico à medida que estudos de sequenciamento genético são realizados. Quatro bactérias são conhecidas como agentes causais da doença: Xanthomonas euvesicatoria pv. perforans (sin. X. perforans), Xanthomonas hortorum pv. gardneri (sin. X. cynarae pv. gardneri e X. gardneri), Xanthomonas euvesicatoria pv. euvesicatoria (sin. Xanthomonas euvesicatoria) e X. vesicatoria.

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