Nutrição Planejada

  • Página 8 |
  • Fev 2019 |
  • Ana Luiza Dias Coelho Borin, Embrapa Algodão; Álvaro Vilela de Resende, Embrapa Milho e Sorgo; Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira, Embrapa Algodão

Pensar a adubação do sistema de produção de grãos e fibras como um todo e não apenas as culturas isoladamente, com o balanço de nutrientes ao longo dos cultivos que se sucedem na mesma área, favorece o equilíbrio nutricional e contribui para a redução de custos, aplicações racionais e melhor aproveitamento dos fertilizantes.

O Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes no mundo, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos, o que representa 6% do consumo mundial. O mercado brasileiro movimentou 34,4 milhões de toneladas em 2017, e aproximadamente 76% dos fertilizantes utilizados internamente foram importados. 

A adubação representa 25% do custo total da produção nacional de algodão, sendo 9,7% com fertilizantes nitrogenados, 7,4% com fosfatados e 5,8% com potássicos, enquanto a média mundial da participação dos fertilizantes no custo de produção do algodão é 14%, praticamente metade do custo nacional. 

Portanto, é imprescindível o desenvolvimento de estratégias de manejo que tornem mais eficiente o uso de fertilizantes em sistemas de produção de grãos e fibra, principalmente se forem considerados a dependência externa de aquisição de fertilizantes, o risco ambiental das adubações mal manejadas e a competitividade do produtor brasileiro no mercado agrícola globalizado. 

Melhorias significativas da eficiência do uso dos fertilizantes podem ocorrer com mudanças nos sistemas de cultivo; com rotação de culturas e introdução de plantas de cobertura do solo; com o uso de variedades mais eficientes e produtivas; com a aplicação da dose e fonte apropriadas; em local e época corretos de aplicação; e com equilíbrio nas quantidades de nutrientes fornecidas, preconizando a adubação das culturas dentro do contexto de sistema produtivo.

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  6. Página 38

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