Podridão negra

  • Página 12 |
  • Fev 2019 |
  • Neimar Cenci, Adjar de Oliveira, Igor de Sordi, Daniel Alves, Hugo Catapan, Gabriela Tonello, Rafael Goulart Machado, Katia Trevizan e Alice Casassola, Faculdade Ideau Inst. de Desenv. Educ. de Passo Fundo

Podridão negra

Entre as alternativas para o manejo da bactéria Xanthomonas campestris em couve-flor se encontra a adição de extratos vegetais e minerais. A escolha do tratamento adequado deve considerar o histórico da lavoura, a presença do patógeno, a incidência e as perdas, bem como as características do ambiente que possam favorecer o aparecimento da doença na área

O principal limitador de produtividade da couve-flor é uma bactéria denominada de Xanthomonas campestris pv. campestris, popularmente conhecida como podridão negra, que pode ocorrer em todas as regiões de cultivo e afeta a planta em qualquer fase de desenvolvimento. Este patógeno é de fácil disseminação e se manifesta em ampla faixa de temperatura. Nos estágios mais avançados pode ocorrer murcha e queda prematura das folhas, o que gera perdas significativas. 
Essa bactéria infecta o interior da planta hospedeira, principalmente através de estômatos, hidatódios e/ou injúrias, apresentando sintomas característicos como amarelecimento do bordo foliar, progredindo para uma necrose em formato característico de “V”, com vértices voltados para as nervuras centrais. Progredindo, consegue invadir os vasos condutores, provoca escurecimento e limita a circulação de seiva, o que ocasiona a murcha foliar. Em casos de ataques severos leva a planta à morte antes mesmo da formação da “cabeça”.
Poucos são os defensivos estudados para o controle deste patógeno. A complexidade de fatores envolvidos no desenvolvimento da doença requerer mais de um método de controle para que se obtenha êxito. Ao se avaliar o modo de ação de vários princípios ativos, pode-se chegar a uma combinação útil e eficaz. 
O controle alternativo de doenças pode ser realizado através do uso de estratégias de controle biológico e da indução de resistência a partir do emprego de moléculas ou substâncias elicitoras, como extratos vegetais e minerais. O uso de minerais também vem sendo comprovadamente eficaz no combate às doenças em diferentes cultivares, podendo fortalecer a parede celular das plantas. A aplicação desses produtos pode ser realizada no solo ou em via aérea.

EXPERIMENTO 
Com o objetivo de avaliar a eficiência de diferentes produtos químicos na prevenção e no controle do aparecimento da podridão negra, bem como sua influência na produtividade da couve-flor, um experimento foi realizado em lavoura comercial na cidade de Guabiju, Rio Grande do Sul. A variedade utilizada foi um híbrido de nome comercial Korlanu. Nesta área, aração e gradagem são efetuadas a fim de acelerar a decomposição dos restos culturais para encurtar o ciclo de vida do patógeno. Como cobertura vegetal se utilizou milheto (Pennisetum glaucum) com o objetivo reduzir a incidência de plantas guaxas e hospedeiras. 

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