Preservação da biotecnologia BT

  • Página 36 |
  • Set 2021 |
  • Adeney de Freitas Bueno, Embrapa Soja; Débora Mello da Silva, Faped/Embrapa Soja

Presença das espécies de lagartas Rachiplusia nu e Crocidosema aporema em soja Bt acende sinal de alerta para possível seleção de resistência a Cry1Ac. Baixa adoção de refúgio estruturado e aplicações inadequadas de inseticidas despontam entre as principais hipóteses para explicar o problema. 


A soja Bt de primeira geração expressando unicamente a proteína inseticida Cry1Ac é cultivada no Brasil desde 2013 e tem sido uma importante ferramenta para o Manejo Integrado de Pragas (MIP), no controle das principais lagartas que atacam a cultura. Entretanto, nas últimas safras vêm sendo notados ataques de duas espécies (Rachiplusia nu e Crocidosema aporema) nessa soja Bt, sendo um indicativo que populações dessas espécies estão sendo selecionadas para resistência à Cry1Ac. Embora isso ainda não comprometa a eficiência da tecnologia para as demais pragas alvo, é importante entender o que está acontecendo no campo e combater as causas desse problema enquanto ainda há tempo. Entre as causas da ocorrência de R. nu e C. aporema em soja Bt merecem destaque a baixa adoção do refúgio estruturado e as aplicações abusivas de inseticidas que não respeitam os níveis de ação. 

A primeira geração de soja Bt aprovada no Brasil expressa a proteína inseticida Cry1Ac e é uma importante ferramenta para o manejo de algumas lagartas que atacam a cultura da soja no país como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis), as lagartas-falsa-medideira (Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu), a lagarta-da-maçã do algodoeiro (Chloridea virescens), a lagarta do velho mundo (Helicoverpa armígera) e a broca-das-axilas (Crocidosema aporema). É importante destacar que as duas espécies mais comuns de lagartas-falsa-medideira (C. includens e R. nu) são muito semelhantes, portanto, sua identificação só pode ser realizada constatando características morfológicas muito específicas em suas mandíbulas, o que é possível de ser avaliado apenas com o auxílio de microscópio. Em campo, é mais fácil verificar a diferença na coloração das pupas. 

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