Teste de eficiência

  • Página 20 |
  • Jan 2019 |
  • Cláudia V. Godoy, Maurício C. Meyer e Ivani de O. N. Lopes, Embrapa Soja Carlos M. Utiamada e Luiz Nobuo Sato, Tagro Hercules D. Campos , UniRV/Campos Pesquisa Agrícola Alfredo R. Dias e Edson P. Borges, Fundação Chapad

O que dizem e de que modo podem contribuir para o manejo da ferrugem-asiática os ensaios em rede realizados com fungicidas na safra 2017/18.  Informações não são recomendações de controle e devem ser utilizadas na determinação de programas que priorizem a rotação de produtos com diferentes modos de ação, adequados à época de semeadura

Ensaios em rede para comparação da eficiência de fungicidas para o controle de doenças na cultura da soja vêm sendo realizados desde a safra 2003/04. Para a ferrugem-asiática da soja, uma das doenças mais severas da cultura, onde há uma correlação direta entre o aumento do controle e o crescimento de produtividade, essas informações são de extrema importância no manejo da doença. Elevadas perdas de produtividade aconteceram nas primeiras safras com essa doença, por desconhecimento. No entanto, as informações dos ensaios em rede não se constituem em recomendações de controle, uma vez que nos ensaios são utilizadas aplicações sequenciais dos fungicidas para determinar a eficiência de controle. Aplicações sequenciais favorecem seleção de populações menos sensíveis de fungos. Essas informações devem ser utilizadas na determinação de programas de controle, priorizando sempre a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação e adequando os programas à época de semeadura.
Os ensaios em rede são realizados em semeaduras tardias, a maioria a partir de novembro, para evitar o escape da doença. O escape atualmente se constitui na principal estratégia de manejo da ferrugem-asiática da soja. Nos últimos dez anos houve uma mudança no desenvolvimento de cultivares com grande demanda por cultivares de soja precoce, na busca principalmente por tornar possível uma segunda safra com a cultura do milho. Nas cultivares precoces, semeadas logo após o final do vazio sanitário, os sintomas da doença tendem a aparecer somente no final do ciclo e, em algumas situações, nem aparecem. 
Além da eficiência, os ensaios têm permitido acompanhar as mudanças de sensibilidade do fungo aos diferentes fungicidas. Essas mudanças de sensibilidade são atribuídas à seleção de isolados do fungo menos sensíveis, em consequência do uso intensivo de fungicidas. Os principais modos de ação utilizados no controle da ferrugem-asiática são os fungicidas sítio-específicos inibidores da desmetilação (IDM, triazóis), os inibidores da quinona externa (IQe, estrobilurinas) e os inibidores da succinatodesidrogenase (ISDH, carboxamidas). Desde 2014/15, fungicidas multissítios como mancozebe, clorotalonil e fungicidas cúpricos têm sido avaliados nos ensaios na rede de forma isolada ou associados a fungicidas sítio-específicos.
Na safra 2017/18 foram realizados 39 ensaios com fungicidas sítio-específicos para o controle da ferrugem-asiática, e avaliados 21 fungicidas, sete ainda em fase de registro (T15 a T18 e T20 a T22) e os demais (T2 a T14 e T19) são misturas prontas registradas de fungicidas com diferentes modos de ação (Tabela 1). 

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